Por mais que tenhamos acreditado no triunfo do Coritiba no confronto com o Internacional, acabamos nos conformando com o empate diante das circunstâncias e de tudo o que aconteceu dentro do campo.

Estatísticas e scouts do jogo à parte — o Internacional teve quase 70% da posse de bola e o triplo de finalizações ao gol — a realidade é que o Coxa estava encaminhando uma vitória nos mesmos moldes do jogo com o Atlético Mineiro, quando foi amplamente dominado, mas saiu com a vantagem de 2 a 0 no placar. Vida que segue, o Coritiba deixou escapar a vitória no final de um jogo em que foi amplamente dominado.

Conclusão simples e objetiva: o atual time do Coritiba é bem razoável, quase bom, mas sem densidade durante a competição. Ou, por outra, talvez o próprio técnico Fernando Seabra com a sua experiência e conhecimento, possa ajudar na minha concepção: o time é frouxo na circulação de bola no meio de campo, cede muitos espaços ao adversário e ataca pouco, sobretudo quando joga dentro de casa. Complicado, não? Vamos tentar explicar.

Mesmo pressionado pelo bem armado time do Internacional, que melhorou muito nas últimas rodadas sob o comando dom uruguaio Paulo Pezzolano, Lucas Ronier ganhou uma bola dividida, que sobrou para o companheiro que concebeu um lançamento perfeito para Lavega. Pronto, gol do Coxa.

Na etapa complementar, inexplicavelmente a equipe coxa-branca recuou, apequenou-se e simplesmente entregou-se ao domínio gaúcho. Foi o maior mal estar nas arquibancadas do Alto da Glória, com chuva, frio e tudo o mais.

Claro que o Internacional aumentou a pressão e numa confusão da retaguarda, com o zagueiro Jacy e o goleiro Pedro Rangel batendo cabeça, saiu o gol de empate, através do eficiente atacante Borré.
Novas emoções estavam reservadas.

Apesar do intenso predomínio do Internacional, em lançamento preciso da ponta esquerda, o zagueiro Rodrigo Moledo cabeceou fazendo o gol. Tudo resolvido, imaginaram os torcedores, mas teve mais: no finalzinho, quando até o padre da vizinha Igreja do Perpétuo Socorro estava dando por encerrado os seus trabalhos, o zagueiro Félix Torres empatou o jogo após rebote do goleiro Pedro Rangel.

Doloroso empate dentro de casa, por pura falta de iniciativa dos jogadores do Coritiba que não souberam administrar a vantagem sobre um adversário tecnicamente superior.