Bons tempos aqueles em que nós vibrávamos com as conquistas dos títulos mundiais da seleção brasileira, até hoje a mais vitoriosa de todas em Copas do Mundo, e dos nossos clubes que também conseguiram vencer muitas decisões mundiais.

O tempo passou e, nos últimos anos, temos assistido à dificuldade tanto da seleção brasileira quanto dos nossos times de voltar a alcançar um título mundial. Perguntam os torcedores como o futebol europeu agigantou-se diante do futebol sul-americano. A resposta é simples: organização e poder econômico.

Ao mesmo tempo em que os principais países reestruturam os seus campeonatos nacionais, com a criação de Ligas altamente eficientes na operação geral, os clubes aproveitaram a crise econômica dos países africanos e sul-americanos para a importação dos seus melhores jogadores.

O futebol brasileiro, todos sabem que continua pagando o preço pelas más gestões nos clubes, que agora tentam encontrar a tábua de salvação através das duvidosas sociedades anônimas do futebol – duvidosas porque a lei, para variar, foi mal formulada, retirando completamente dos clubes associativos qualquer tipo de participação efetiva nas decisões da SAF – e, sobretudo, na Confederação Brasileira de Futebol que se arrasta com crises acumuladas pelos mais diversos motivos e sucessivos afastamentos de seus corrosivos presidentes.

Dembélé comemora gol pelo PSG em jogo da Champions League
Dembélé celebra gol em duelo histórico entre PSG e Bayern. Foto: Henri Szwarc/Xinhua/IconSport.

Nesta semana tivemos mais uma oportunidade de observar o precipício existente entre os clubes europeus e os clubes sul-americanos com o super-jogo Paris Saint Germain 5 x 4 Bayern de Munique e o bem disputado Atlético de Madrid 1 x 1 Arsenal, pelas semifinais da Liga dos Campeões.

Equipes recheadas de craques, bem organizadas por técnicos de reconhecido talento como o belga Vincent Kompany, do Bayern; o espanhol Luis Henrique, do PSG; o espanhol Mikel Arteta, do Arsenal e o argentino Diego Simeone, do Atlético.

Por aqui, ficamos com os empates na Copa Libertadores da América, dos nossos dois times mais poderosos: o Palmeiras com o Cerro Porteño, no Paraguai, e o Flamengo com o Estudiantes, na Argentina.

Pela Copa Sul-Americana, o Grêmio empatou com o Palestino, no Chile, em partida na qual o jogador Carlos Vinicius perdeu três pênaltis cobrados no mesmo lance que se repetiu por ordem da arbitragem.

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