Por estarmos em uma temporada atípica, com tempo exíguo para uma boa pré-temporada, com jogos dos campeonatos estaduais ao mesmo tempo, e com uma longa paralisação por causa da Copa do Mundo, tudo ficou muito difícil para os profissionais responsáveis pelo condicionamento dos times.

Foi uma correria tresloucada desde o início de janeiro com os atropelos do calendário com partidas dos estaduais e dos nacionais entrelaçadas, além da Copa do Brasil e dos torneios continentais –  Libertadores e Sul-Americana – que vieram a seguir para os clubes que obtiveram classificação.

Pelas circunstâncias recomenda-se não fazer projeções para a dupla Atletiba para o restante da temporada, até porque logo após o encerramento da Copa do Brasil se abrirá nova janela de contratações necessárias para tentar melhorar a produtividade técnica de todos.

Sendo assim, prefiro promover observações e análises para, no máximo, dois jogos de cada um dos nossos representantes nas Séries A e B, que também estão participando da Copa do Brasil.

No primeiro caso vem o Operário, que faz boa campanha na Série B do Brasileirão, tendo goleado o Londrina na última rodada, e está se preparando com carinho para a sua primeira apresentação de sua longa existência no estádio do Maracanã.

Boschilia comemora gol pelo Operário ao lado de Vagner e Pablo
Boschilia celebra com Vagner e Pablo após marcar na goleada do Operário sobre o Londrina. Foto: André Jonsson/Operário.

O Fantasma jogará no Templo Máximo do nosso futebol com o Fluminense, lembrando que houve empate no jogo de ida, em Ponta Grossa.

Coritiba tenta retomar regularidade; Athletico terá divisor de águas

O Coritiba que vinha mantendo certa regularidade, estranha regularidade é verdade, ganhando pontos como visitante e entregando pontos como mandante, sofreu bastante com diversos jogadores expulsos de campo com reflexo na produção técnica do time.

Agora o Coxa recebe o recuperado Internacional, no Alto da Glória, com a inadiável obrigação de vencer e, na próxima semana, também no Alto da Gloria, o irregular Santos, pela Copa do Brasil.

O Athletico superou o vexame da eliminação para o Londrina, em plena Arena da Baixada, pelo Campeonato Paranaense e começou bem o Brasileirão, alternando boas e más apresentações, mas sempre somando pontos.

O técnico Odair Hellmann ajustou muito bem a linha de quatro zagueiros, desistindo de experimentar alguns jogadores limitados que fracassaram, melhorou o rendimento do meio de campo com Luiz Gustavo, Jadson e Dudu ou João Cruz, mas tem insistido com o fraco Portilla e o dispersivo Zapelli, que não acrescentam nada ao conjunto.

No ataque Mendoza vem cumprindo bem a sua função e Viveros revelou-se artilheiro e ponto de referência, tanto para os companheiros quanto para os adversários que o caçam em campo, sob os olhares complacentes da decaída arbitragem brasileira.

Vasco pelo Brasileirão e Atlético Goianense pela Copa do Brasil podem representar um divisor de águas para o Furacão.

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