Depois de ter empatado na Vila Belmiro, sem gols, e de ter perdido no Alto da Glória por 2 a 0 pela Copa do Brasil, o Coritiba derrotou o Santos e expôs a realidade física e técnica de Neymar, na Neo Química Arena, em partida antológica pelo Campeonato Brasileiro.
Antológica, porque reuniu em uma única apresentação tudo o que o Coxa tem de melhor na atualidade: técnico competente, time experiente, jogadores adaptados à realidade do futebol brasileiro do momento, enquanto que o adversário, apesar de jogar perante a sua torcida, mostrou-se débil, desorganizado e sem talento.
Claro que Neymar foi a personalidade da fria e chuvosa manhã paulistana, afinal é muito intensa a expectativa em torno da sua improvável convocação para a seleção brasileira para o que representará a sua quarta Copa do Mundo, lembrando que ele fracassou nas três experiências até agora. Mal fisicamente, e sem conseguir desenvolver boa atuação no plano técnico, Neymar teve uma substituição inusitada.
Ele não foi substituído pelo técnico Cuca, mas pelo quarto árbitro. Calma, o erro grotesco cometido pelo quarto árbitro, responsável pela fiscalização das substituições nos jogos, foi provocado pelo próprio Neymar que, algumas vezes durante a partida, ficou ao lado do campo para dar pitaco ao técnico Cuca sobre o time e, naquele momento específico, pediu auxílio do massagista por desconforto muscular.
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Provavelmente, sem justificativa evidentemente, o quarto árbitro substituiu Neymar em vez de Escobar por Robinho Júnior. Curioso, não, logo Robinho Júnior, que foi desrespeitado pelo histriônico Neymar em um treinamento.
Vida que segue, o jogo foi do Coritiba que meteu 3 a 0 no primeiro tempo com Breno Lopes duas vezes e Josué, de pênalti.
No primeiro, lançamento perfeito de Josué, que Breno Lopes aproveitou sem chances para o goleiro Brazão; no segundo, Pedro Rocha fez o passe para a finalização precisa de Breno Lopes e, no terceiro, penalidade máxima do goleiro Brazão em Lavega com cobrança categorizada de Josué.
Grande vitória do Coritiba que usou uma belíssima camisa homenageando outro alviverde famoso, o Sporting Lisboa, com uma organização de jogo precisa do técnico Fernando Seabra, que não pode contar com Lucas Ronier, mas ajustou tudo direitinho com merecido aplauso ao ala direito Lucas Taverna, revelação da base, com grande atuação.
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