Jamais em anos de Copa do Mundo tivemos a experiência dos últimos dias para o anúncio dos jogadores convocados para a seleção brasileira.

No auge do nosso futebol, nas grandes conquistas do pentacampeonato, o técnico da seleção divulgava a lista dos jogadores escolhidos, as emissoras de rádio e televisão noticiavam, ultimamente as redes de informação digital também, os repórteres faziam as suas perguntas e estava encerrada a sessão.

Agora não. Agora a diretoria da CBF resolveu armar um verdadeiro circo, cafona e mambembe, no aprazível Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, com sambistas medíocres, atrações televisivas, artistas, cartolas se exibindo como se a entidade do futebol fosse uma empresa multinacional que necessita fazer promoção e propaganda, além de um grupo de torcedores organizados para apoiar a convocação do contestado Neymar dentro da sala da reunião oficial.

No final do grotesco espetáculo finalmente o selecionador nacional, o italiano Carlo Ancelotti, leu os nomes dos 26 jogadores convocados para a disputa da Copa do Mundo a ser realizada, exoticamente, em três países – Canadá, Estados Unidos e México – com o absurdo de 48 seleções, em quase dois meses de jogos.

A Fifa não respeita mais o torcedor ou a qualidade técnica do espetáculo. É só politicagem e dinheiro.

Carlo Ancelotti convocou a seleção para a Copa 2026. (Foto: Rafael Ribeiro/CBF).

Recuperados do circo armado pela CBF só nos resta observar os passos de Carlo Ancelotti. Não interessa mais discutir se ele deveria ou não ter convocado Neymar, que vem jogando modestamente no Santos, do mesmo jeito que fez nas últimas temporadas no PSG e na Arábia.

O que importa é como o treinador vai escalar o time, com ou sem Neymar; como o qual dos três goleiros convocados, já que Alisson está lesionado, Ederson passa por má fase técnica e a surpreendente convocação do experiente Weverton pode representar a solução.

Daí para a frente, apertem os cintos, pois muitos zagueiros não atravessam bom momento técnico em seus clubes, são veteranos, assim como o meio de campo com Paquetá não incentiva ninguém. Resta o ataque com o exagero de nove jogadores convocados e, mesmo a pouco menos de um mês da estreia do Brasil na Copa do Mundo, ninguém sabe quais serão os titulares.

O melhor mesmo é aguardar os próximos amistosos para ver como é que o signore Ancelotti vai tentar dar um jeito nessa equipe toda torta.

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