Estamos na semana da estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026 e o técnico Carlo Ancelotti está com pulgas atrás das orelhas e salada técnica dentro de campo.
Pulgas, porque a cada jogo dois ou três entram e arrebentam com a bola, como aconteceu com Igor Thiago no jogo com o Panamá e que perdeu chances incríveis diante do Egito, assim como os considerados titulares, Raphinha e Vini Jr.
A salada técnica dentro de campo ficou por conta do zagueiro Marquinhos, em falha infantil no lance do gol egípcio, e Bruno Guimarães, individualmente o melhor do time e autor do primeiro gol.
Pela segunda vez consecutiva, nos amistosos e nos triunfos sobre Panamá e Egito, a seleção brasileira foi mal no primeiro tempo e recuperou-se com boa atuação na etapa complementar. Sinal mais do que evidente de que o famoso treinador internacional contratado pela CBF está cheio de dúvidas e incertezas, tanto na escolha dos titulares como na configuração tática da equipe.
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Ele praticamente testou todos os jogadores convocados, à exceção de Neymar, que continua tratando de uma lesão antiga, e a torcida, fanática como sempre, aguarda com grande expectativa o anúncio do onze principal para o primeiro jogo do Mundial, com o Marrocos, sábado, no estádio MetLife, em Nova York/Nova Jersey.
Acontece que o futebol brasileiro não atravessa um bom momento nos últimos 20 anos, quando perdeu cinco copas do mundo sem sequer ter conseguido a final, com a maioria de jogadores ricos e badalados, mas tecnicamente dispersivos. Os raros efetivamente craques, brilhando nos seus times europeus, não entregar o mesmo serviço quando vestem a camisa canarinho.
Por isso temos que ter paciência, não só com Ancelotti, mas com a própria seleção já que se fizermos uma comparação objetiva nenhum dos atuais jogadores conseguiriam ser titulares na última seleção brasileira campeã mundial, aquela do pentacampeonato em 2002: Marcos; Cafu, Lúcio, Roque Junior e Roberto Carlos; Gilberto, Edmílson, Kléberson e Rivaldo; Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho.
Portanto, vamos nos acostumando com o que temos, sem grandes ilusões, se bem que passar da primeira fase parece algo extremamente fácil, não só diante do limitado padrão técnico dos adversários, como pelo excesso de vagas abertas pela Fifa para a sequência do extravagante campeonato com 48 seleções a ser disputado em três países.
Vamos nessa!
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