Os devotos de Mario Celso Petraglia estão enganados. Não sou daqueles que entendem que sua época passou e chegou a hora de ir embora do Athletico.

Ao contrário, filio-me àqueles que o tratam como insubstituível, embora com fundamento diverso. É insubstituível por ser o único que tem a chave do cofre que precisa ser aberto imediatamente para acertar as contas que alienam todo o patrimônio do clube.

Ainda mais pelo fato de que o caso com a Paraná Fomento foi parar no Tribunal de Contas que responde às consultas de acordo com “a cara do cliente”.

À propósito, o governo do Estado deveria resolver de imediato a sua parte, porque a cada mês que passa, ao valor a ser acertado vão sendo incorporados encargos que podem quebrar a base justa e honesta de cálculo para o acordo tripartite.

Mas, quando se trata Petraglia de insubstituível, não significa que ele possa praticar abusos e que todos têm que se submeter aos seus caprichos. Esse último, de não permitir que a torcida possa voltar à Baixada nesse jogo contra o Peñarol, mais do que o exercício do arbítrio, é o da insensibilidade humana.

Negar o direito dos outros, no caso específico, do sócio torcedor atleticano que pagou uma média individual de R$2 mil durante a pandemia, se tornou para Petraglia um sentido e a forma de vida.

A espera do “controle da pandemia” é uma desculpa que vem forma de farrapos. Se a ciência liberou, não é o Athletico que pode contrariá-lo.  No universo de 40 mil lugares na Baixada, 5 mil são absorvidos com um simples projeto de distribuição. Para evitar aglomeração, basta retardar a volta de grupos em forma de torcida organizada.

Basta um pouco de sensibilidade.   

Participe da conversa!
0