No Couto Pereira, pelo Estadual, Coritiba 1 a 1 Azuriz.

Cada jogo é uma história, diz um antigo princípio ao qual sempre se recorre para explicar fatos do futebol. A impressão é a de que o Coritiba foi jogar contra o Azuriz, pelo Estadual, desconhecendo ou ignorando esse princípio. Foi um time tão indiferente diante da enérgica disposição do time de Pato Branco, que parecia estar jogando, ainda, a partida em que goleou o Toledo por 5 x 1.

Nem mesmo o gol do Azuriz, aos 46’ da etapa inicial (Lucas Vieira, de pênalti), provocou-lhe. Voltou para o segundo tempo como saiu: quando não era preguiçoso, era soberbo como se a sua vontade de ganhar fosse implementada ao natural. Despertou e, ainda assim, só um pouco, quando Rafinha decidiu jogar.

Aos 31’, passou de calcanhar para Léo Gamalho, que empatou. Depois, quando resolveu correr e, ainda assim, só um pouco, mostrou a deficiência para fazer jogadas contra uma defesa fechada. Quando a bola passou, o goleiro Dida interviu.

O empate não mudou a vida do Coxa no Estadual. No entanto, resultados como esse provocam questões internas que pareciam superadas. Uma delas é que o time quando se afasta das idéias paraguaias do seu bom treinador Morínigo, tem dificuldades.

É que o time está sendo criado para correr, marcar, brigar por espaço e jogar em velocidade. Quando perde a consciência destas características, por lhe limitar a qualidade a Rafinha, submete-se ao adversário.

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