Pela terceira rodada do Campeonato Paranaense, no Couto Pereira: Coritiba 5 x 1 Toledo.

Nós brasileiros temos o péssimo costume de analisar alguns episódios do futebol com preconceitos. Um deles é abordarmos uma goleada a partir da fragilidade do derrotado, quando deveríamos ter como referência as virtudes do time vencedor. Bem por isso, é possível que muitos atribuam a goleada coxa à fragilidade do Toledo.

Concordo que, em regra, no atual futebol brasileiro, as goleadas, que deixaram de ser comuns, são resultadas da equação de virtudes e defeitos. Essa aplicada pelo Coritiba por 5 a 1 tem haver, também, com a falta de recursos do Porco. Tanto que o primeiro gol, o do zagueiro Castán, só saiu aos 27 de jogo e, o time coxa, vulnerável na defesa, cedeu o empate ao Toledo com o gol de David.

No entanto, na etapa final imprimindo velocidade e dando a Rafinha o seu comando no campo, o Coritiba exerceu uma supremacia que tornou natural a goleada em cima do Toledo. Mais correndo do que jogando, ao estilo paraguaio do seu treinador Morinigo, foi marcando com Igor Paixão, Gamalho, Rafinha e Matheus Sales.

Se o Coritiba não fez nada mais do que cumprir a obrigação, a cumpriu com números brilhantes.

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