Na Baixada, pelo Brasileirão, Athletico 2x2 Red Bull Bragantino. Foi um bom resultado? A resposta é dependente do ponto de vista em que for analisado. Mas seja qual for, não pode ser analisado com o extremismo de que em um jogo de iguais, há que se impor o fator campo.

A intransigência com a vitória em determinadas situações, como as desse jogo, é exigir mais do que a realidade permite. Exigir mais de um time que se obriga a recorrer a Richard, Zé Ivaldo, Nicolas e Kayser, é um pouco de abuso.

E dentro dessa perspectiva real, toda a vez que esse Furacão empatar com time que lhe é igual como o Bragantino, o empate não pode ser desprezado. Bem escalado com David Terans e Nikão no meio, bem ordenado com o convencional sistema de dois zagueiros, bem controlado para não correr aventuras contra Bragantino, o Athletico fez um bom jogo.

Nem o belo gol de Alerrandro, em jogada originária de falha de marcação de Richard, constrangeu-o. Foi por isso que, apenas avançando mais Terans e Nikão para compensar a apatia de Matheus Babi, empatou. Com Nikão, aos 46 minutos. Aliás, Babi, parece ser um passarinho triste. Parado, sem mobilidade, reduzia o Athletico a dez.

As coisas mudaram um pouco para a etapa final. Para o bem do Furacão. Jogando mais pela esquerda, concentrando o jogo de ataque com o excelente Vitinho, virou: Terans, aos 24 minutos, 2x1.

E Nikão teve a solução para o jogo, mas perdeu com o goleiro Clayton batido e o gol vazio.  De dez bolas assim, Nikão só perderia só essa que perdeu. Quando um time joga nos seus limites, e tem Zé Ivaldo, não pode se desconcentrar. Quando o jogo parecia controlado, o zagueiro, outra vez, por não ter noção de espaço, errou no bote a Ytalo, permitindo o gol de empate, 2x2.

Pressionado pelo Red Bull, o Furacão preferiu um antigo princípio: quando não é possível ganhar, empate.

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