Baixada, Brasileirão: Athletico 1 x 0 América Mineiro. No Athletico, o que não é extravagante, é exótico.

Era final do jogo, e o Furacão ganhava com o belo gol de Carlos Eduardo, aos 41 minutos do segundo tempo, 1x0. Então, aconteceu uma cena que só pode ser vista em um filme produzido na Baixada: em um inusitado desespero se tratando de um treinador, o português António Oliveira, não sabendo o que fazer para tirar o time da defesa, voltou para o banco.

Foi daí que Paulo Autuori, seu tutor, assumiu o comando na beira do gramado, para mandar o time ir pressionar mais à frente. Essa cena dá a exata ideia do que foi o Furacão na estreia no Brasileirão. Foi preciso que o diretor assumisse o lugar do técnico para salvar a vitória. Isso não é modernismo, isso é desorganização gerencial.

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Quando não foi desorganizado, como na etapa inicial, o time foi lento. Uma bola de Christian na trave e nada mais.

Na etapa final, provou o risco que corre com esse sistema de comando. Com Carlos Eduardo e Babi em campo, Nikão foi jogar na meia. Logo depois com o uruguaio Terans, Nikão voltou para a ponta. Quando o desassossego pelo empate se transformava em consolo, tamanha a desordem do time, Carlos Eduardo recebeu uma bola de Terans e, sem espaço para driblar, “cavou-a” para vencer o goleiro mineiro.

Há quem use o argumento passional de que a análise de um jogo se esgota no resultado, em especial, quando se trata de vitória.

Ocorre que o Brasileirão é longo e de pontos corridos. Fosse um adversário mais razoável do que esse América Mineiro, o resultado poderia ser outro. Concordo que, em razão de que tudo dentro de campo é incondicional, o futebol não aceita análise em hipótese.

Mas, às vezes, é preciso analisar sob condição para não ser surpreendido no futuro.

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