O Athletico foi campeão da Copa do Brasil Sub-17 e deixou o seu povo feliz. Também feliz, perguntei-me: qual a razão de uma torcida ficar contente com um título de jovens, cuja repercussão tem limites no âmbito doméstico?
A razão é a carência de títulos. Desde 2023, o Furacão deixou de ganhar ou disputar conquistas relevantes e assumiu um papel de pouco destaque no cenário nacional.
O resumo dessa realidade está no rebaixamento em 2024, que o obrigou a retornar à Segundona. E, nela, só conseguiu reagir para buscar o acesso ao custo de muito dinheiro.
Qualquer conquista atual do Athletico é ou será consequência do acaso. Sempre é por acaso qualquer conquista na vida que não tenha como base um projeto sério e definitivo.
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Já ouvi dizer que o título dos jovens anuncia uma safra preciosa, que será colhida com grandes jogadores em um prazo de três anos. Como Mario Celso Petraglia já antecipou que não participará da eleição para presidente em novembro de 2027- nem mesmo em apoio a um candidato -, é capaz de negociar, no todo ou em partes, os direitos econômicos futuros daqueles mais destacados dessa geração.
O direito de ser feliz não implica o dever de ser iludido.
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