O argentino Jorge Raffo é o novo diretor de formação do Athletico. Apresentando-se como um “professor de futebol”, está encantado com o CT do Caju e com a Baixada. Pelo presidente Mario Celso Petraglia, já é capaz de cair de amores.
Outro dia, o professor contou que o sonho do seu superior é que, um dia, “o Athletico tenha um time formado inteiramente por jogadores da categoria de base”.
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O hermano precisa tomar cuidado com os sonhos do presidente Petraglia. Ele já sonhou, também, em ter Paulo Autuori como o “Alex Ferguson” do Athletico. Então, Autuori, que ficaria 15 anos no Furacão, foi embora em um. Petraglia também sonhou em formar a “melhor comissão técnica do Brasil”. Até formou: Autuori, Ricardo Gomes e Carlinhos Neves ficaram apenas dois meses.
O maior de seus sonhos, Petraglia tornou público em 2014: “Em até 10 anos, o Athletico será campeão do mundo”.
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O tempo passou, bateu nos 10 anos e, de repente, tornou-se um devaneio. Imediatamente depois, veio um pesadelo: em 2024, ano sagrado do centenário do clube, o doutor rebaixou o Furacão, jogando-o para a Segunda Divisão.
Presumo que “um time inteiramente formado por jogadores da categoria de base” não seja consequência de necessidade, mas da formação de uma geração de excelência. E, nessa condição, ser competitivo.
Está aí um sonho impossível. Quando a mão coça pelo dinheiro, Petraglia não resiste e faz negócio. Meu sonho é mais simples e mais possível. É o Athletico ganhar, neste domingo, da Chapecoense, na Baixada.
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