No calendário do futebol, uma das atrações desta época é o balanço contábil do Athletico. Marcado como o novo grande do futebol brasileiro pela construção patrimonial e gestão com reflexos no campo, o balanço do Furacão provoca curiosidade nos analistas contábeis-desportivos.

Torna-se uma atração, porque diferentemente da maioria dos clubes, o balanço atleticano individualiza os itens, mas não os decompõem. Por exemplo, ao declarar o lucro, não especifica a fonte. Embora pelas normas contábeis esse método seja legal, gera curiosidades, que geram especulações. Às vezes são até divertidas.

O balanço de 2021, tendo como ano base 2020, provoca uma expectativa maior por ser o primeiro balanço da pandemia da Covid-19 que, há um ano, sem cessar, está corroendo todos os segmentos.

Sabe-se que irá aparecer à título de crédito, o valor de R$ 35 milhões, pois nem o São Paulo pagou os direitos do vínculo de Pablo, nem o Flamengo pagou os direitos do vínculo de Léo Pereira.  Para se ter uma ideia, R$ 40 milhões significam 40% do orçamento do Coritiba para tentar voltar a jogar o Brasileirão da Série A, em 2022.

Devem aparecer os estragos provocados por Paulo André com a assistência do patrão, com Marquinhos Gabriel, Geuvânio, Jorginho, Fabinho e vários outros.

Haverá alguma surpresa, sem dúvida. Balanço que passa pelo crivo de Mario Celso Petraglia, sempre é surpreendente, para o bem ou para o mal. É certo que irá já trazer as justificativas para a falta de grandes investimentos no futebol em 2021.

Seja como for, continuará o asterisco que tira o sono dos atleticanos: a dívida da CAP S/A com a Paraná Fomento e com o Município de Curitiba (desapropriações). Esperava-se que fosse composta em 2020, mas, não foi. Dizem as boas línguas que será no balanço de 2021.

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