Não sou de considerar como ofensa comentários que se afastam do padrão de respeito. Em regra, os seus autores são aqueles que se apresentam de alguma forma que não revele a verdadeira identidade. Para esses cabem um ditado indígena pelo qual de longe é muito fácil ser corajoso.

Mas, alguns, são até sugestivos para serem abordados como tema. Um dia desses, respondendo a uma crítica que fiz sobre o Coritiba, um torcedor tratou como uma conduta de desprezo da minha parte o fato de usar a referência “os coxas” quando me refiro aos coritibanos.

Existem seis apelidos que se transformaram em marcas, que substituem e, às vezes, são mais fortes do que o próprio nome do clube no futebol brasileiro: Furacão (Athletico), Coxa (Coritiba), Galo (Atlético Mineiro), Colorado (Internacional), Timão (Corinthians) e Peixe (Santos).

Mas eu compreendo o torcedor. Nós, quando estamos aborrecidos e contrariados com nossos valores, ficamos muito vulneráveis. E qualquer coisa, mesmo que seja consagrada pela história, é uma ofensa.

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