Atual técnico do Londrina e torcedor declarado do Athletico, Adilson Batista conhece bem o adversário do Furacão nas quartas de final da Libertadores. Quando era técnico do Cruzeiro, em 2009, o treinador acabou não tendo a melhor experiência contra o Estudiantes, é bem verdade, e foi vítima dos pinchas e, principalmente, de "La Bruja" Verón.

Ao UmDois Esportes, Batista relembrou as finais e disse que confia na equipe de Felipão. "É um adversário tradicional, quatro Libertadores, que tem uma escola argentina, joga duro e é um bom time. É um adversário difícil, mas eu confio no Athletico", confia.

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Batista admite que Verón foi o nome daquelas finais e o Cruzeiro não conseguiu marcá-lo. La Bruja foi eleito o melhor jogador e ergueu a taça da Libertadores 2009. O treinador, no entanto, afirma que os jogos foram equilibrados.

"A final com o Estudiantes foi bem disputada, acirrada. Foram dois jogos bem duros, lá a gente teve a bola do jogo com o Kléber, quando estava 0 a 0. No Mineirão, também estávamos dominando, saímos ganhando e, em duas desatenções, no contra-ataque e bola parada, eles fizeram os dois gols. Eles tinham um grande jogador que era o Verón, que tomou conta do jogo no meio campo. Então, a gente teve um pouco de dificuldade neste sentido. Mas foram jogos iguais", afirmou.

Depois de um 0 a 0 em La Plata, a Raposa abriu o placar com Henrique no Mineirão, mas Gastón Fernández e Mauro Boselli viraram a partida e deram ao Estudiantes o quarto título da Libertadores. Adilson Batista ainda lembrou que Cruzeiro e Estudiantes também se encontraram naquela competição na fase de grupos.

"Na fase de grupos, eu lembro que a gente caiu na mesma chave e ganhamos de 3 a 0. E, no jogo de volta, nós andamos quase três horas para chegar em cima da hora do jogo e tomamos 2 a 0 rapidinho, depois terminou 4 a 0. O técnico deles era o Alejandro Sabella, que depois foi vice-campeão com a Argentina em 2014 contra a Alemanha. Foi uma pena o Cruzeiro não ter vencido aquela competição, porque era um bom time também", completou.

Ao lado do treinador, dois jogadores bem conhecidos da torcida atleticana estavam naquele elenco do clube mineiro. O lateral-direito Jonathan, que foi titular nas duas finais pela Raposa, e o ídolo Thiago Heleno, que atuou na partida decisiva no Mineirão.

Jonathan atuou pelo Furacão entre 2017 e 2021 e voltou nesta temporada como auxiliar-técnico das categorias de base. Já o General deve reencontrar os argentinos e ser titular nestas quartas de final.

Do outro lado, o Estudiantes também conta jogadores que estavam naquelas partidas históricas. O goleiro Andújar e o atacante Mauro Boselli, que foi artilheiro daquela Libertadores, mas deve ficar no banco de reservas nesta partida de ida contra o Furacão, estão no atual elenco de Ricardo Zielinski. Nos bastidores, o ídolo Verón é atual vice-presidente do clube.

Athletico e Estudiantes abrem a disputa pelas semifinais nesta quinta-feira (4), às 21h30, na Arena da Baixada. A volta será na próxima quinta-feira (11), às 21h30, no Estádio Jorge Luis Hirschi, em La Plata, na Argentina.

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Relembre a conversa com Adilson Batista no Dois Um Podcast no ano passado

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