Em situação dramática na busca pelo acesso nesta Série B, quis o destino que um dos duelos mais decisivos do Athletico na disputa acontecesse justamente contra o rival Coritiba, neste domingo (19), às 18h30, no Couto Pereira.
No aspecto administrativo, o embate coloca frente a frente um Coxa já em situação de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), versus um Furacão que ainda não conseguiu tirar o novo modelo de gestão do futebol do papel.
Concretizada em junho de 2023, aliás, a venda da SAF do Coxa foi alvo de uma série de declarações polêmicas de Mario Celso Petraglia, presidente rubro-negro.
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Em outubro daquele mesmo ano, Petraglia chegou a afirmar que a venda de 90% das ações da SAF alviverde para a Treecorp Investimentos, que tem o empresário Roberto Justus como um dos sócios e conselheiros, atrapalharia o processo de venda do Athletico. Em entrevista ao jornalista Rodrigo Capelo, do ge.com, disparou:
“Sempre atrapalha, né? Se o seu vizinho venda a casa dele por um troco, baliza o seu preço”.
O Coritiba vendeu 90% das ações da SAF para a Treecorp por um valor aproximado de R$ 1,1 bilhão.
O histórico e polêmico mandatário atleticano também desdenhou do rival: “É uma incógnita. Ninguém sabe como é, como eles fizeram, é uma caixa-preta. Para nós, não afetou nada. Está tão distante atualmente, nós do Coritiba”, declarou na ocasião, quando o Coxa lutava contra mais um rebaixamento no Brasileirão.
Naquele ano, o Alviverde terminaria rebaixado na vice-lanterna, enquanto o Furacão terminaria da 8ª posição e garantiria vaga na Sul-Americana 2024.
Coritiba x Athletico: Coxa SAF está invicto contra o Furacão
Desde a confirmação da venda da SAF, o Coritiba ainda não perdeu para o rival Athletico. Foram quatro encontros em Atletibas, com duas vitórias coxas-brancas e dois empates.
O mais recente triunfo, inclusive, aconteceu no primeiro turno da Série B deste ano: vitória do Coxa por 1 a 0 em plena Arena da Baixada.
Desde as declarações polêmicas de Petraglia sobre a SAF do rival, aliás, o Athletico despencou. Em 2024, ano do centenário, o Furacão acabou amargando um traumático rebaixamento no Brasileirão.
Já na Série B deste ano, se desfez de seus principais jogadores, montou um elenco apenas mediano e viveu um choque de realidade, após um péssimo primeiro turno.
Diante do fracasso da primeira metade da temporada, a diretoria de Petraglia investiu pesado em nomes como Odair Hellmann, Kevin Viveros e Carlos Terán.
A equipe reagiu e subiu de rendimento, mas chega à reta final da competição apenas na 7ª posição, com 49 pontos – três a menos que o Goiás, que abre o G4, e sete a menos que o líder Coritiba.