O presidente do Athletico, Mario Celso Petraglia, abriu o jogo e admitiu que o clube está focando em investir no futebol mais especificamente e que tem como meta brigar pelo título da Libertadores já em 2022.

"Nosso projeto já durou muito mais do que imaginávamos. São mais de 20 anos. Houve uma promessa, em 1995, de sermos campeões brasileiros em dez anos. Fomos em seis. Em quatro anos tínhamos estádio e CT. Terminada a Arena para a Copa do Mundo, em 2017, terminamos o investimento em patrimônio. Depois viria o investimento no futebol, e isso aconteceu", afirmou o dirigente, em entrevista à Transamérica.

"Em 2018 ganhamos a segunda divisão da América, que é a Sul-Americana, mas não somos times de segunda divisão, queremos a Libertadores. Depois ganhamos a Copa do Brasil, em 2019, e veio a pandemia. Em meio às indefinições, tiramos o pé e investimos muito pouco. Nunca investimos fortemente no futebol. Nesses anos todos investimos em patrimônio, tecnologia, estrutura. Tudo isso faz parte do nosso planejamento, em transformar o nosso clube em um dos maiores das Américas. Ao término da pandemia estamos investindo", completou ele.

Petraglia também falou sobre a vinda de reforços, nomes especulados e também sobre a situação do técnico Alberto Valentim, que vem sendo pressionado pela torcida.

Confira alguns pontos da entrevista de Petraglia:

Contratações

Sobre reforços, o presidente do Furacão ressaltou que não haverá mais contratações para a disputa da fase de grupos da Libertadores e que o pacotão deve se encerrar com Dedé, Canobbio e Vitinho. Porém, deixou no ar a possibilidade de o volante Fernandinho voltar em julho, ao término do seu vínculo com o Manchester City, da Inglaterra.

"Acabamos de dar a oportunidade para o Dedé, que quis vir, nos procurou por saber a estrutura do clube. O Fernandinho conversamos no ano passado. Já poderia ter vindo ano passado, ma o Manchester City fez uma proposta e ele ficou. Mas há uma vontade nossa e dele, se vier ao Brasil vai jogar aqui", disse ele.

Disputa por títulos

Mais uma vez, o dirigente destacou que a Libertadores é o grande objetivo, por ser o caminho para o tão sonhando Mundial de Clubes, mas também por ser mais acessível que um Brasileirão.

"É preciso ter prioridades. A partir de agora é jogo quarta e domingo. Não há dúvidas que pontos corridos é muito mais difícil de ganhar do que mata-mata. Mas não é impossível ganharmos, provamos em 2004, quando fomos alijados", ressaltou Petraglia, lembrando que me 2004 o Rubro-Negro foi vice-campeão brasileiro.

Sobre o torneio continental, o presidente analisou quem são os grandes rivais na briga pelo inédito troféu.

"Os grandes rivais nossos sempre foram os argentinos, que passam por crise financeira no país todo. Temos três concorrentes, Flamengo, Palmeiras e Atlético-MG. Temos que concorrer com esses e estamos montando um grupo, dentro de nossas possibilidades, mas o jogo é jogado. Estamos nos preparando para irmos muito bem no Brasileirão também", completou.

Alberto Valentim

Sobre a permanência do técnico Alberto Valentim, o mandatário atleticano deixou claro que não irá demitir o treinador e que confia em seu trabalho.

"Vocês (imprensa) criam juízo de valor sem ter informação nenhuma. Não estão lá dentro, o Athletico não dá essas informações. A torcida é pior ainda. O torcedor tem que reclamar do quê? Tem que arrumar alguma coisa e pegaram o Alberto (como vítima)", afirmou.

Briga com a torcida

Na goleada do Athletico por 4 a 0 em cima do América-MG, em amistoso realizado na segunda-feira (28), na Arena, Petraglia discutiu com alguns torcedores, justamente pela cobrança pela demissão de Valentim. Segundo o dirigente, a torcida não pode fazer qualquer exigência.

"O Athletico era comandado de fora para dentro. Isso acabou. O Athletico é administrado de dentro para fora, não adianta gritar. O julgamento não é feito pela torcida, é feito por nós. Somos nós quem sabemos. Me chamam de burro com isso", desabafou.

O dirigente ressaltou que as cobranças não são proporcionais ao apoio dos torcedores financeiramente com o Furacão.

"O Athletico tem 200 mil cpfs cadastrados. O problema é a fidelização. O cara paga, enche o saco, aí para, volta qunado o clube está numa boa, essa é a nossa cultura. Eu gostaria de ter 100 mil sócios", declarou, lembrando que, atualmente, o Furacão tem cerca de 32 mil associados.

"R$ 90 por mês, para ver uma média de três jogos por mês. R$ 30 para ver um jogo de um time competitivo, no melhor estádio do mundo…", acrescentou.

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