O Athletico pode ser diretamente afetado pela próxima discussão regulatória entre os clubes da Série A do Brasileirão e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Depois da aprovação da redução gradual do limite de estrangeiros, a entidade pretende colocar os gramados dos estádios brasileiros em debate na reunião marcada para outubro.
A informação foi publicada pelo UOL. Segundo a reportagem, o tema chegou a ser discutido no último conselho técnico da Série A, mas acabou adiado para a realização de estudos e uma análise mais aprofundada.
Ainda não existe uma proposta detalhada nem a confirmação de que a proibição dos campos artificiais será colocada em votação. A expectativa, porém, é de que o encontro de outubro defina os próximos passos da CBF sobre o assunto, que envolve desde padrões de qualidade e certificação até possíveis restrições ao uso do gramado sintético.
O debate interessa diretamente ao Furacão. A Arena da Baixada utiliza campo artificial desde 2016, quando o Rubro-Negro se tornou pioneiro entre os grandes clubes brasileiros na adoção desse tipo de superfície.
Em 2026, o clube promoveu a primeira troca do gramado desde a instalação. O novo piso foi fornecido pela FieldTurf e conta com uma camada de amortecimento destinada a reduzir o impacto sobre os jogadores.
Athletico integra grupo de cinco clubes com gramado sintético
O Campeonato Brasileiro de 2026 tem cinco equipes que mandam seus jogos em estádios com gramado artificial: Athletico, Atlético-MG, Botafogo, Chapecoense e Palmeiras.
Conforme já mostrou o UmDois Esportes, Athletico, Atlético-MG e Botafogo utilizam pisos fornecidos pela FieldTurf. Palmeiras e Chapecoense, por sua vez, contam com gramados instalados pela Soccer Grass.
A utilização dessas superfícies divide os clubes brasileiros. Seus defensores destacam a regularidade do campo, a resistência às condições climáticas e a possibilidade de utilização dos estádios para outros eventos. Os críticos questionam possíveis diferenças de desempenho, impacto físico e adaptação dos atletas.
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O Flamengo é um dos principais opositores dos campos artificiais e já defendeu publicamente a proibição desse tipo de gramado no futebol brasileiro. Do outro lado, clubes como Athletico e Palmeiras sustentam que pisos certificados e com manutenção adequada oferecem condições seguras para as partidas.
Caso a CBF avance com novas exigências ou restrições, a tendência é de que sejam discutidos prazos de adaptação. Uma mudança mais profunda também poderia obrigar os cinco clubes a realizar novos investimentos em seus estádios.
A reunião de outubro, portanto, pode representar o primeiro passo para uma mudança capaz de atingir diretamente a Arena da Baixada. Até o momento, entretanto, a CBF não apresentou publicamente qual modelo pretende defender nem se a discussão terminará em votação.
Acompanhe abaixo o que de mais importante acontece com o Rubro-Negro nesta quinta-feira (24). Veja as últimas notícias do Athletico no feed de notícias.