O assunto da grama sintética é um dos mais polêmicos hoje em dia no futebol brasileiro. A Série A de 2026 conta com o recorde de clubes que utilizam estádio com o gramado artifical (Athletico, Atlético-MG, Botafogo, Chapecoense e Palmeiras). Ao mesmo tempo, outros times, liderados pelo Flamengo, querem a proibição deste tipo de campo.

Além disso, não é incomum que jogadores fiquem de fora de partidas na grama sintética. Por exemplo, o meia-atacante Neymar e o atacante Gabriel Barbosa sequer viajaram para Curitiba e não jogaram na derrota do Santos por 2 a 1 para o Athletico, em fevereiro. Neymar, que ainda busca uma vaga na Copa do Mundo, ainda tem o clássico com o Palmeiras, marcado para o Allianz Parque, antes da convocação do técnico Carlo Ancelotti.

No entanto, o gramado sintético já é uma realidade no futebol brasileiro, principalmente em estádios que são utilizados para shows. O Athletico foi pioneiro quando tirou a grama natural em 2016 e agora se prepara para trocar o campo artificial pela primeira vez após dez anos e críticas recebidas durante o início da Série A.

O que muda entre os campos de Athletico e o Palmeiras?

Segundo o Athletico, o novo campo é da fabricante FieldTurf, que cuida também dos estádios de Atlético-MG e Botafogo. A grama “contará com as mais modernas tecnologias disponíveis, incluindo sistema de amortecimento (shock pad), responsável por absorver impactos e proporcionar maior segurança e conforto aos atletas, assegurando melhores condições de jogo, maior durabilidade do campo e conforto biomecânico aos jogadores”.

O gramado é diferente do utilizado no Allianz Parque, que realizou a troca no início do ano e colocou fios mais modernos e com costuras diferentes, considerada a tecnologia mais avançada para o piso. A empresa responsável pelo campo é a Soccer Grass, que instalou o piso artificial na Arena Condá, da Chapecoense.


“O gramado foi trocado agora por algo que já estava em contrato. A WTorre ia entregar o gramado com uma resistência do fio maior. Tem muito evento lá, diferente da Arena da Baixada no Athletico. Os eventos no Allianz Parque não se comparam em quantidade com a Arena da Baixada. O sintético ainda estava excelente, mas perdeu performance pelos shows. É diferente o desgaste do fio”, afirma Ricardo Miozzo, Head Comercial da Soccer Grass, em entrevista ao UmDois Esportes.


Miozzo ainda defende o gramado sintética e ressalta que todos no futebol brasileiro são aprovados pela Fifa, além de serem comparados com os campos europeus. “Isso tem que falar em questão de performance. Se ver os times que estão jogando no sintético, estão tendo uma performance muito boa e isso incomoda muitos times. O Flamengo tem campos sintéticos em seu centro de treinamento”, destaca.

Grama sintética da Arena da Baixada. (Foto: Jow Baker/Fotoarena/Icon Sport).

“Tem que levar em consideração que é muito melhor em gramado sintético de boa qualidade, onde todos os sistemas comparativos são com os europeus da Champions League. É um campo tecnicamente aprovado. Prefere jogar em campo assim ou em gramado ruim? Você vê gramados horríveis na Série A do Campeonato Brasileiro. O gramado sintético não briga com o gramado natural. Onde não tem natural bom tem que ter o sintético”, finaliza o Head Comercial da Soccer Grass.

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