O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, ironizou mais uma vez os clubes que utilizam gramados sintéticos em seus estádios no futebol brasileiro. Neste ano, cinco clubes da Série A jogam em campos artificais: Athletico (Arena da Baixada), Atlético-MG (Arena MRV), Botafogo (Nilton Santos), Chapecoense (Arena Condá) e Palmeiras (Allianz Parque).
Antes do início do Brasileirão, o Flamengo divulgou documento para defender mudanças no futebol brasileiro e pediu a proibição do campo sintética nos estádios do Brasil. Já a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) manteve o piso para este ano e deixou para uma futura liga de clubes a decisão sobre o assunto.
Questionado pela reportagem do UmDois Esportes sobre o assunto durante a CBC & Clubes Expo, o presidente do Flamengo opinou que o futebol brasileiro só se tornará grande quando proibir campo artificial.
“É só olhar as cinco maiores ligas do mundo, onde tem grama de plástico? Queremos montar uma liga no Brasil para ficar maior, melhor e mais lucrativa, mas com campo de plástico? É brincadeira isso. O foro adequado para discutir isso é na CBF. O Flamengo já fez a sua consideração, existe fair play financeiro e esportivo também. É só ver as ligas que nos inspiramos na Europa não jogam em campo de plástico”, destaca.
Bap ainda crítica os clubes que mudaram o gramado para aumentar a quantidade de shows em seus estádios. “O campo de plástico é uma forma de manter forma de se manter o futebol vivo em países que passam 8, 9 meses por ano debaixo de gelo. A gente vai lá fora, traz para cá para ter um custo de manutenção menor e também ganhar dinheiro com show”, diz.
“Quem quer ganhar dinheiro com show, tem que mudar de segmento e fazer show. E quem quer ganhar dinheiro com futebol e quer futebol forte no Brasil deveria defender o campo natural”, afirma Bap.
“O Flamengo é claro e objetivo há muito tempo e não tem polêmica. É como gravidez, ou tem ou não tem. Não tem 95% deste assunto. Ou tem liga de primeiro mundo com campos de grama ou não tem liga de primeiro mundo. O Flamengo pode definir a respeito disso? Não pode. Se pudesse, já teria feito neste sentido. Quem pode e deve cuidar disso é a CBF”, complementa o presidente do Flamengo.
Athletico terá novo gramado sintético a partir de julho
Enquanto o Flamengo luta contra os gramados sintéticos, o Athletico, que foi pioneiro quando tirou a grama natural da Arena da Baixada em 2016, se prepara para trocar o campo artificial pela primeira vez após dez anos e críticas recebidas durante o início da Série A. A mudança ocorrerá durante a pausa para a Copa do Mundo, entre os dias 1º de junho e 19 de julho.
Segundo o Athletico, o novo campo é é da fabricante FieldTurf, que cuida também dos estádios de Atlético-MG e Botafogo.
A grama “contará com as mais modernas tecnologias disponíveis, incluindo sistema de amortecimento (shock pad), responsável por absorver impactos e proporcionar maior segurança e conforto aos atletas, assegurando melhores condições de jogo, maior durabilidade do campo e conforto biomecânico aos jogadores”.
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