Muito criticado em trabalhos anteriores por ser “retranqueiro”, o técnico Odair Hellmann deu uma indireta para o treinador Luis Castro após o empate do Athletico em 0 a 0 com o Grêmio, no último sábado (02)

O Rubro-Negro ficou com um jogador a menos durante cerca de 60 minutos entre a expulsão de Lucas Esquivel, ainda no primeiro tempo, e Riquelme, na reta final da partida. Mesmo assim, o time atleticano não abdicou do ataque e terminou com mais finalizações que o adversário: 11 a 7.


“Eu sou da aldeia, lá do Rio Grande do Sul, e esse rótulo saiu de lá. E esse rótulo caiu por terra agora nessa minha volta ao Brasil. Queria ver a uns anos atrás se o Papito colocasse 3 zagueiros e 2 volantes e empatasse um jogo fora de casa com um a mais desde os 30 minutos do primeiro tempo. Às vezes gastam muito dinheiro com [técnico] ofensivo, mas que dentro de campo é retranqueiro”, desabafou Hellmann.


O auxiliar Vitor Severino, que comandou o Grêmio na suspensão de Luis Castro, rebateu a fala do treinador do Athletico. “Frustração e “síndrome de pequenez” é um sintoma típico de quem está onde não queria estar ou, por outro lado, está em algum lugar mas querendo estar em outro. É o típico Dunning-Kruger”, provocou.

Gaúcho, Odair Hellmann começou a carreira de técnico no Rio Grande do Sul

O treinador iniciou a carreira no futebol gaúcho e foi vice-campeão da Copa do Brasil de 2019 com o Internacional, perdendo a final justamente para o Athletico. Ele ainda teve passagens no futebol brasileiro por Fluminense e Santos, além de experiências no futebol arábe.

Odair Hellmann após jogo do Athletico
Odair Hellmann. Foto: Divulgação/Athletico

Com a experiência adquirida ao longo da carreira, o comandante rubro-negro destacou sua própria evolução. “Determinada característica de grupo de jogadores para dar uma resposta dentro de modelo de jogo talvez seja mais de transição. E qual o problema? No Brasil, virou um problema gigantesco. Não pode jogar em transição que é retranqueiro, mas o Real Madrid pode. Não conheço nenhuma equipe no mundo que tenha 70% de posse de bola em todos os jogos contra todos os adversários”, disse.

“São rótulos que vão se colocando em determinados profissionais que fica. Eu também cresci como treinador, também experimentei e enfrentei novas escolas. Isso foi me dando coragem, capacidade e conteúdo para que experimentasse novas estruturas e tivesse coragem”, complementou Hellmann.


“Para mim, o futebol tem momentos que vai se defender baixo e em outros em bloco médio e alto. A avaliação no Brasil é só para você, mas às vezes o adversário é superior. Isso me deu experiência e capacidade de visualizar novas formas de jogar. Eu tenho usado no Athletico Paranaense todo esse repertório”, finalizou o técnico.


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