Principal crítico no futebol brasileiro, o Flamengo não escondeu a insatisfação com a grama sintética da Arena da Baixada após o empate em 1 a 1 com o Athletico, no último domingo (17), pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro.
O técnico Leonardo Jardim fez um desabafo na entrevista coletiva e falou que o campo da Arena parece “carpete de casa”. “Com certeza que em casa, no nosso estádio, queremos ter uma melhor qualidade de jogo. Por acaso no último jogo, fica a derrota pela Copa do Brasil que tivemos, mas um gramado também que não proporciona o melhor futebol”, afirmou.
“Este sintético, por acaso alguém disse que vai ser trocado agora, porque também já está no seu limite de utilização, parece mais o carpete de casa do que um campo de futebol, por isso que também já vão trocá-lo”, completou o técnico do Flamengo.
Já o diretor executivo José Boto também fez críticas ao gramado do Athletico e ainda criticou o desempenho do árbitro Rafael Rodrigo Klein. Para o dirigente flamenguista, o juiz deveria ter expulsado o volante Felipinho em um lance com o meia Lucas Paquetá.
“Muita coisa ruim. Este gramado, que é um tapete aquilo, não dá para jogar, e a arbitragem. A arbitragem não foi boa. Um jogo que devíamos ter jogado não sei quantos minutos com 10, acabamos jogando nós com 10. É uma dualidade de critérios muito grande”, reclamou Boto.
Neste Campeonato Brasileiro, o campo da Arena da Baixada também recebeu críticas de jogadores de Santos e Corinthians. O Athletico já informou que vai colocar uma nova grama sintética durante a pausa do calendário para a Copa do Mundo.
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“Quem quer ganhar dinheiro com show, tem que mudar de segmento”, crítica presidente do Flamengo
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O Flamengo sempre se posicionou contrário aos gramados sintéticos no futebol brasileiro e até pediu a proibição para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) no final do ano passado. A entidade, no entanto, deixou a decisão para a possível nova liga de clubes.
Questionado pela reportagem do UmDois Esportes sobre o assunto no final de abril, o presidente do Flamengo, Luiz Augusto Baptista, o Bap, opinou que o futebol brasileiro só se tornará grande quando proibir campo artificial.
“É só olhar as cinco maiores ligas do mundo, onde tem grama de plástico? Queremos montar uma liga no Brasil para ficar maior, melhor e mais lucrativa, mas com campo de plástico? É brincadeira isso. O foro adequado para discutir isso é na CBF. O Flamengo já fez a sua consideração, existe fair play financeiro e esportivo também. É só ver as ligas que nos inspiramos na Europa não jogam em campo de plástico”, destacou Bap.
Bap ainda criticou os clubes que mudaram o gramado para aumentar a quantidade de shows em seus estádios. “O campo de plástico é uma forma de manter forma de se manter o futebol vivo em países que passam 8, 9 meses por ano debaixo de gelo. A gente vai lá fora, traz para cá para ter um custo de manutenção menor e também ganhar dinheiro com show”, disse.
“Quem quer ganhar dinheiro com show, tem que mudar de segmento e fazer show. E quem quer ganhar dinheiro com futebol e quer futebol forte no Brasil deveria defender o campo natural”, falou Bap.
“O Flamengo é claro e objetivo há muito tempo e não tem polêmica. É como gravidez, ou tem ou não tem. Não tem 95% deste assunto. Ou tem liga de primeiro mundo com campos de grama ou não tem liga de primeiro mundo. O Flamengo pode definir a respeito disso? Não pode. Se pudesse, já teria feito neste sentido. Quem pode e deve cuidar disso é a CBF”, complementou o presidente do Flamengo.