“O que foi tornará a ser, o que foi feito se fará novamente, não há nada de novo debaixo do sol”. Eclesiastes não explica bem esse Athletico que anda por aí?

Lá em São João Del Rei foi assim: o encantador de bola Bruno Zapelli, exergando de trás os vazios da área, lança Viveros, que ganha a bola no corpo e na alma, e marca mais um gol para o Furacão. E quando há pecados da zaga, surge o goleiro Santos, em forma de santo, fazendo milagres.

E, então, o Furacão ganhou mais uma partida na Segundona. Do Athletic, de goleada: 3 a 0. E desta vez com um jogo com tanto brilho, a qualquer título, que provocou lembranças de um Athletico supremo que era dono de um lugar no quadro dos melhores do Brasil.

Brilhou porque foi perfeito no aspecto tático; brilhou porque, não acomodado com o domínio tático, impôs a superioridade técnica e física. Brilhou no lançamento de Zapelli para o gol de Viveros, no gol de pênalti de Julimar, e em especial no gol de Leozinho, que cobrando falta bateu na bola com vaidade, graça, ironia e um pouco de soberba. Pelo gol, Leozinho merecia ganhar uma esmeralda que o bandeirante Fernão Dias Pais Leme deve ter esquecido quando desbravou São João Del Rei.

julimar-athletico

Agora são seis vitórias seguidas do Furacão. Para uma vitória, podem existir várias explicações. Para seis vitórias, em uma selva como é a Segundona, só há uma explicação: o poder da mente do treinador Odair Hellmann.

Em poucos meses, ele conseguiu ensinar aos jogadores, de que o Athletico vai bem além de uma empresa que paga bem e em dia. Ensinou que, há cem anos, o Furacão está debaixo do sol.

Siga o UmDois Esportes