O Athletico enfrenta a Ferroviária no próximo domingo (16), às 16h30, com a possibilidade de subir para a Série A com uma vitória. Hoje adversários na Série B, os dois times já tiveram uma longa parceria dentro e fora dos campos.

A parceria entre os clubes começou em 2004 em um acordo do presidente Mario Celso Petraglia com o então prefeito de Araraquara, Edinho Silva. O acordo ocorreu no momento que a cidade no interior paulista era sede do centro industrial da Inepar, que teve Petraglia como diretor. O mandatário rubro-negro já não estava mais no cargo na época, mas permanecia como sócio.

Depois de uma breve interrupção na gestão de Marcos Malucelli, o Athletico retomou a parceria com a Ferroviária com a volta de Petraglia ao comando. Desta vez, o Furacão cedeu não apenas jogadores, mas técnicos e até mesmo dirigente.

Pedro Martins, filho do ex-prefeito Edinho Silva, era membro do Departamento de Informação do Futebol (DIF) do Athletico e assumiu o cargo de diretor executivo da Ferroviária. O dirigente teve passagens na sequência por Cruzeiro, Vasco, Botafogo e Santos.

Em campo, a Ferroviária servia como vitrine e oportunidade de ganhar experiência para jovens jogadores do Athletico. Em 2013, oito atletas foram emprestados, entre eles o goleiro Alexandre, o meia Harrison e o atacante Pedro Gusmão. Nenhum vingou no Furacão.

Três anos depois, o Athletico cedeu 11 atletas para a Ferroviária na disputa do Campeonato Paulista, com destaque para o goleiro Rodolfo e o meia Matheus Rossetto. O ‘Furacão Paulista’, como chegou a ser chamado, até ganhou do Palmeiras em pleno Allianz Parque, mas acumulou uma série de derrotas e escapou do rebaixamento apenas na última rodada.

Athletico foi beneficiado na parceria com a Ferroviária?

Milton Mendes e Sérgio Vieira. (Fotos: Icon Sport).

Apesar da longa parceria, o Athletico não colheu muitos frutos. No período, a Ferroviária revelou nomes que se destacaram no cenário nacional como o volante Leandro Donizete e o meia Renato Cajá. Leandro Donizete, por exemplo, trocou a Ferrinha pelo rival Coritiba em 2008.

O jogador com maior relevância que reforçou o Rubro-Negro no acordo com o clube paulista foi o zagueiro Wanderson. Ele chegou em 2016 e fez parte do elenco campeão da Sul-Americana de 2018.

Outro nome importante foi Milton Mendes. O técnico, que tinha trabalho no rival Paraná Clube, recusou convite para treinar o sub-23 do Rubro-Negro e, posteriormente, foi indicado pela diretoria atleticana para trabalhar na Ferroviária.

Após o título da Série A2 do Campeonato Paulista de 2014, Mendes foi para o Athletico em abril do ano seguinte. O português salvou a equipe do rebaixamento no Campeonato Paranaense, começou bem o Brasileirão, mas foi demitido depois de quatro derrotas no segundo turno.

A parceria ainda rendeu uma troca de clubes para Sérgio Vieira. Indicado justamente por Milton Mendes, o treinador trabalhou inicialmente no sub-23 do Rubro-Negro. Em 2015, o português foi para o Guaratuinguetá, outro parceiro Athletico, na Série C. Ele ainda foi o treinador interino do Furacão em duas partidas.

No ano seguinte, Sérgio Vieira comandou a Ferroviária no Campeonato Paulista, segurou empates com Corinthians e Palmeiras, mas foi demitido em abril.

O reencontro entre Athletico e Ferroviária

Após o término da parceria, Athletico e Ferroviária voltaram a se encontrar na Série B. No primeiro turno, o jogo na Arena da Baixada terminou empatado em 1 a 1, mas ficou marcado por uma polêmica de arbitragem. O árbitro Alisson Sidnei Furtado foi convencido pelo VAR Antonio Magno Lima Cordeiro a marcar o pênalti que garantiu o empate dos paulistas.

Um turno depois, os dois times se enfrentam novamente em Araraquara em um jogo decisivo. O Athletico é o vice-líder da Série B, com 59 pontos, e só depende de si para voltar à elite. Já a Ferroviária tem 40 pontos, abre a zona de rebaixamento e precisa da vitória para manter a esperança de escapar da Série C.

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