Heróis do Athletico, Alex Mineiro e Kléber Pereira foram as sensações da festa de aniversário de 102 anos do clube. O evento realizado na última sexta-feira (27) foi idealizado e organizado pelo empresário Fernando Azevedo e a produtora artística Suellen Franco, torcedores rubro-negros.

O jantar reuniu cerca de 500 pessoas no tradicional restaurante Madalosso além de outros ex-jogadores, como o lateral Luisinho Netto, zagueiro Nem e meia Rodriguinho. No entanto, a dupla de ataque do título do Campeonato Brasileiro de 2001 foi a mais assediada.

Com muito bom humor e disposição, os ex-atacantes atenderam todos os pedidos de fotos, autógrafos e entrevistas. Alex Mineiro perguntava, por exemplo, sobre a idade dos fãs e a relação com que tinham naquele ano histórico. Já Kléber trabalhou o maxilar com sorrisos em todas as fotos que posou.

Ambos foram uma dupla raiz, que descarta qualquer ambição na internet. Sem redes sociais no tempo em que arrebentaram pelo Furacão, a troca de ambos se torna muito mais natural com os torcedores do que se vê atualmente.


“Pra mim, foi a melhor época. Não trocaria, não. Acho que poderia atrapalhar mais, pela maldade que tem nas redes sociais e internet. Naquela época, cada um fazia suas coisas quietinho, cada um no seu lugar. Ficaria com aquela época boa, sem celular, só com a troca pessoalmente”, disse Kléber ao UmDois Esportes.


“Época diferente, mas é bem melhor nossa época antigamente. Hoje em dia é era digital, a única coisa que a gente teria é um pouquinho mais de seguidor. Mas foi boa nossa época, a gente não tem nada do reclamar. Pelo contrário, só agradecer. É bem melhor a conversa pessoal, sentir o calor da torcida”, completou Alex Mineiro.

O que mais impressionou foi o entrosamento, que não fica só nos campos. Alex Mineiro e Kléber reviveram a dupla bem sucedida também nos holofotes. A dupla mantém contato justamente pela facilidade que o mundo digital proporciona, mesmo com um morando Belo Horizonte, em Minas Gerais, e outro em São Luís, capital do Maranhão.


“Gratificante estar aqui em Curitiba novamente. A gente está junto sempre, não pessoalmente, mas sempre trocando ideia quando pode, com chamada de vídeo no WhatsApp. Estar presente é bem melhor. A gente tem o problema da distância, mas é muito bom revê-lo pessoalmente”, revelou Alex.


“A gente fica feliz. Agradeço o carinho que recebi e até hoje recebo, é muito gratificante pelas coisas que a gente conseguiu e espero voltar muitas e muitas vezes. Podia estar todo mundo e todo ano, mas infelizmente temos compromissos nas nossas cidades e com a família, então fica difícil. Estou muito feliz por rever ele e outras pessoas que a gente têm carinho e reviver bons tempos”, emendou Kléber.

Foto: Ernani Ogata/Colaboração.

Alex Mineiro e Kléber estão entre os 10 maiores artilheiros da história do Athletico

Um dos maiores xodós da torcida é o ex-camisa 9. Alex Mineiro soma 78 gols em três passagens pelo Furacão – entre 2001 e 2003, outra em 2007 e a última em 2009 e 2010, quando se aposentou. Com grandes atuações, ele foi decisivo e marcou oito gols no mata-mata de 2001, sendo quatro deles nos dois jogos das finais (incluindo o gol do título) contra o São Caetano.

Kléber, também conhecido como Incendiário, atuou pelo Athletico 1999 e 200. Além de ter sido peça fundamental, ele superou Alex e anotou 124 gols com a camisa rubro-negra. Perde apenas para Sicupira (158 gols), Jackson (150) e Marreco (125).

Com esses números, a dupla está entre os 10 maiores artilheiros da história do Athletico. E, com esse peso e representatividade, a dupla transformou a festa em uma grande celebração rubro-negra.

“Quando a gente teve a confirmação da presença dos dois, veio um filme na memória. A gente volta em 2001 e revive tudo de novo. Eu tinha 12 anos na época, mas já vivia o Athletico desde os cinco anos. O coração bateu mais forte”, contou Suellen.

Outro organizador do evento, Fernando Azevedo disse que se sentiu como uma criança ao buscar o ídolo da infância no Aeroporto Afonso Pena.

“Eu fiz o contato com o Kléber. Já tinha feito no ano passado, mas ele não pôde vir. Dessa vez deu tudo certo. Tive a honra de buscar ele no aeroporto, foi uma alegria imensa e vim trocando ideia com ele. Eu estava ali me sentindo uma criança, revivendo quando tinha 11 nos e fiquei extasiado. Conversando no carro como bons amigos”, completou Fernando.

Foto: Ernani Ogata/Colaboração.

Evento virou tradição entre torcedores do Athletico

O jantar da torcida atleticana já virou uma grande tradição entre os rubro-negros. Essa foi a terceira edição, sendo que a primeira, realizada no centenário do clube, reuniu quase duas mil pessoas no Madalosso.

“Desde o primeiro evento, nossa proposta sempre foi essa: aproximar a torcida de pessoas que fazem parte da história. Todos os anos têm sido muito legal. A galera compra a ideia junto com a gente. Então temos desafios grandes pela frente, mas com esse propósito de trazer a torcida para perto”, celebrou Suellen.

Por fim, Fernando destacou que o jantar virou uma tradição e que a torcida do Athletico sempre pode esperar por novidades para o ano seguinte.

“Já teve festa antes do centenário, com outros grupos de torcedores. Colocamos como meta que o aniversário nunca mais passe em branco, nem que seja com 100 pessoas. Algo vai ser feito”, garantiu.

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