O técnico Tcheco, do Paraná Clube, teve desavenças durante a carreira de jogador com o presidente do Athletico, Mario Celso Petraglia. O ápice da briga entre os dois aconteceu durante uma partida do Grêmio, clube onde o ex-meia jogava, contra o Rubro-Negro, na Arena da Baixada, pelo Campeonato Brasileiro de 2007. Essa história foi contada pelo treinador no DoisUm Podcast.
O jogo em Curitiba marcava o retorno do atacante Alex Mineiro aos gramados após três meses afastado por uma grave lesão sofrida justamente em lance com Tcheco, no que foi considerado como “lance acidental” pelo ídolo do Athletico. No entanto, o meia, que não recebeu cartão em campo, pegou três jogos de suspensão no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
No returno, em Curitiba, Tcheco foi bastante hostilizado pela torcida do Athletico desde a entrada em campo e culpou Petraglia por ter “criado um ambiente muito pesado”. Com a bola rolando, o então meia do Grêmio foi expulso pelo árbitro Wagner Tardelli e saiu revoltado com a decisão da arbitragem. A ida precoce para o vestiário gerou uma grande confusão com o presidente rubro-negro, que saiu do camarote em encontro com o jogador.
“Quando eu entro no vestiário, o Petraglia sai e começa a apontar o dedo para mim: ‘Consegui o que eu queria, agora vou acabar com a tua carreira'. Você está com a cabeça quente, naquele momento a minha cabeça o que é? Ir para cima dele. Graças a Deus, os seguranças do Grêmio estavam em minha volta e tinham também os seguranças do Athletico. Quando vê minha reação, ele se assusta e dá dois para trás”, conta Tcheco.
“Eu estava com chuteira de trava, acabo escorregando. Vou para o chão e consigo me desvencilhar de um outro segurança. Os seguranças do Athletico me pegam e tiraram minha pele, literalmente. Graças a Deus me seguraram. Só dentro do vestiário que vejo o tanto de sangue que tava pela consequência das ações dos seguranças e tudo mais. Não foi violência, foi para me segurar, me sustentar. Tenho cicatriz até hoje”, complementa o ex-jogador.
Tcheco e Petraglia tiveram problemas anos antes
Mas a desavença entre Tcheco e Petraglia começou seis anos antes. De acordo com o treinador, o presidente do Athletico se sentiu provocado quando, o na época meia, comemorou um gol do Malutrom na semifinal do Campeonato Paranaense.”Eu acho que ele pegou uma cisma minha quando eu estava no Malutrom em 2001. Nós chegamos na semifinal contra o Athletico e estávamos ganhando na Arena por 2 a 0. Como é que foi o segundo gol? Nosso time roubou a bola, estávamos jogando no contra-ataque. Quando me acionaram, nós tínhamos o Mauricinho, que era um velocista. Assim que eu pego a bola, ele dá o facão, eu jogo no espaço e ele faz o gol”, diz.
“Quando estou parado no meio de campo e ele faz o gol, eu me ajoelho, ergo as mãos para o céu para agradecer a Deus naquele momento. Só que quando viro, eu me ajoelho para aquele camarote que tinha do lado. Quando eu abro os olhos, ele tá me xingando, como se fosse uma impressão pra ele de próposito. Mas não, foi uma coisa de instito. Ele me jurou, mas nem liguei. O Athletico acabou virando, era o time que veio a ser campeão brasileiro”, destaca Tcheco.
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