A eliminação da seleção brasileira ainda nas oitavas de final da Copa do Mundo por 2 a 1 foi o tema principal do podcast Carneiro & Mafuz. Os jornalistas Augusto Mafuz e Fernando Rudnick criticaram o trabalho de Carlo Ancelotti e disse que a entrada de Neymar serviu como “amparo” para o trabalho ruim do treinador.
“Ancelotti colocou o Neymar no ‘você vá por mim'. Ancelotti é bonzinho, masca chicletes, canta o hino, mas ele mesmo falou que não é bobo totalmente. O Neymar entrou para dar um amparo pro Ancelotti, porque a derrota com o Neymar em campo desviou um pouco o fracasso do treinador. O que fiquei preocupado é que o Ancelotti tem os mesmos vícios e defeitos que o treinador brasileiro”, destaca Mafuz.
“Ele desconversou, simulou uma entrevista, soltou para o filho falar e foi embora. Não deu satisfação. Muito pouco para quem ganha um milhão de dólares por mês. Eu tô revendo minha posição em relação ao Carlo Ancelotti. Não sei se o fato ser estrangeiro, italiano, cantar o hino, vai resolver. Se o técnico fosse do Brasil, ele já estaria desprestigiado. No Athletico, já estaria demitido”, acrescenta.
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A dupla ainda debate o pênalti perdido por Bruno Guimarães, ex-volante do Athletico, ainda no primeiro tempo, quando o jogo estava empatado em 0 a 0. Em toda a carreira, Bruno Guimarães cobrou apenas nove pênaltis, incluindo o desperdiçado na derrota seleção brasileira. Destes, apenas quatro deles foram durante o tempo normal.
“O Bruno Guimarães não estava preparado mentalmente para a cobrança. Você veja o lance como ele foi para a bola com o medo, não olhou para o goleiro. Parece que ele estava se desecumbindo da missão, queria se livrar do problema”, analisa Mafuz. “Me parece que ele deu aquela paradinha e o goleiro ficou, ele se desesperou”, complementa Rudnick.
Com a eliminação precoce, o Brasil acumula a sétima derrota seguida para europeu em mata-mata de Copa do Mundo. A seleção brasileira perdeu nas quartas para a França em 2006, para os Países Baixos nas quartas em 2010, para a Alemanha nas semis e os Países Baixos no 3º lugar em 2014, a Bélgica nas quartas em 2018, a Croácia nas quartas em 2022 e a Noruega nas oitavas em 2026.