O coletivo feminino Gralhas da Vila, formado por torcedoras do Paraná, se manifestou contra a possível contratação do atacante Wesley Pionteck, 24 anos, do Bragantino, condenado por agredir a ex-companheira em janeiro de 2019. O atleta foi julgado em outubro do ano passado e cumpre pena de um ano e quatro meses em regime aberto por lesão corporal e violência doméstica.

Consta no processo que, na noite da agressão, Wesley usou uma faca para atingir a ex-companheira. No interrogatório ele disse que por causa de ciúmes "perdeu a cabeça".

Nas redes sociais, as Gralhas da Vila questionam o posicionamento do clube, que já apoiou anteriormente iniciativas das torcedoras. O grupo de torcedoras, desde a fundação, há pouco mais de um ano, realiza ações de conscientização sobre o direito das mulheres, sobretudo no ambiente do futebol.

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Outros grupos de torcedoras de times rivais apoiaram as paranistas e fizeram posts contra a negociação com Wesley: as Atleticaníssimas, do Athletico, e as Gurias do Couto, do Coritiba.

“Sinto como se o clube não se importasse de verdade com as suas torcedoras. As palavras que vemos nas redes sociais são vazias. Em um momento dizem que repudiam qualquer tipo de agressão contra mulheres e no momento seguinte estão contratando um agressor”, afirmou Gabrielle Bizinelli, uma das fundadoras do grupo ao UmDois Esportes.

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