O técnico do Paraná Clube, Omar Feitosa, comentou sobre a morte do torcedor Mauro Urbim, o Maurinho, então presidente da torcida organizada Fúria Independente, e prometeu dedicar o jogo ao Maurinho, à família dele e à torcida tricolor.

O Tricolor recebe o Pouso Alegre no domingo (7), às 16h, na Vila Capanema, pela partida de ida das oitavas de final da Série D do Campeonato Brasileiro.

"Vamos fazer o jogo pelo Maurinho, em respeito à torcida, a ele e à família dele. Isso é claro que vai nos afetar de certa maneira, mas não em nosso desempenho. Nosso desempenho vai ser como tem que ser o desempenho do jogador do Paraná, como o próprio Maurinho gostaria que fosse: com garra, determinação e lutando o tempo inteiro", falou o treinador, em coletiva nesta sexta-feira (5).

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Maurinho morreu na última segunda-feira (1º), dois dias após ter sido pisoteado por um cavalo da Polícia Militar do Paraná (PM-PR) durante Paraná x Cascavel.

Depois desse episódio, a torcida do Cascavel negou uma tentativa de invasão por parte dos paranistas, e a Polícia deu uma coletiva em que afirmou ter três versões para a morte de Maurinho. Omar Feitosa criticou a violência no futebol e na sociedade.

"Ficamos tristes. Alguns de nós fomos até ao velório em respeito à família, principalmente em respeito ao que a torcida representa para nós todos. Nos empurra o tempo todo, tem nos ajudado muito. É uma perda de uma vida humana. Essa banalização da vida dentro do futebol me assusta muito porque o futebol é um lugar para fazer amizade", completou Omar Feitosa.

Em meio ao luto pela morte de Maurinho, o Paraná vai encarar o Pouso Alegre para tentar dar mais um passo em busca do acesso à Série C.

Desta vez, o Tricolor fará o primeiro jogo em casa e vai decidir a vaga fora - a partida de volta será no sábado que vem (13), às 17h, no Manduzão, em Pouso Alegre-MG.

"São jogos de 180 minutos no mínimo. Temos que saber jogar os 180 minutos. Outra coisa é que nós temos um jogo em casa, a torcida vai nos impelir para cima do Pouso Alegre, e nós temos que ter uma consistência defensiva porque, naturalmente, vamos ter que pressionar, atacar mais e ser mais agudo. Tem que tomar cuidado para que isso não se torne uma cilada", concluiu o comandante tricolor.

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