A 15ª Vara Federal de Curitiba determinou, na tarde da última terça-feira (20), o leilão da Sede da Kennedy por conta de uma dívida milionária do Paraná com o Banco Central do Brasil (BACEN).

Segundo apurou a reportagem do UmDois Esportes, a dívida do Tricolor gira em torno de R$ 35 milhões. A origem do débito são irregularidades nas transferências internacionais de atletas - um dos casos seria a negociação do meio-campo Ricardinho com o Bordeaux, da França, em 1998. O Paraná alega que o terreno não pode ser vendido nem leiloado [leia mais abaixo].

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De acordo com despacho do juiz Dineu de Paula, o imóvel do Paraná deverá ser leiloado inicialmente no dia 10 de novembro (1º pregão) e 24 de novembro (2º pregão).

Afundado na zona de rebaixamento da Série C do Campeonato Brasileiro, o Tricolor convive com uma grave crise financeira há diversas temporadas. Em 2013, o clube leiloou a Sede do Tarumã por cerca de R$ 30 milhões. Todo o dinheiro foi utilizado para quitar dívidas da época.

Já em 2018, o Paraná conseguiu também por intermédio da Justiça a negociação da Sede do Boqueirão por cerca de R$ 9 milhões. O dinheiro, entretanto, está bloqueado por conta de um impasse com a Prefeitura de Curitiba, informado pelo UmDois Esportes em fevereiro.

Paraná alega que Sede da Kennedy não pode ser leiloada

Apesar da determinação da Justiça Federal, há um imbróglio judicial com relação ao caso, já que a Sede da Kennedy não pode ser leiloada por ser objeto de doação da Prefeitura de Curitiba ao Água Verde, um dos clubes que deram origem ao Paraná. O impedimento é por uma lei municipal, sancionada em 16 de abril de 1958, pelo então prefeito Ney Braga. É o que alega o clube.

"Por essa razão que o clube vai continuar buscando nos meios judiciais a alternativa para cassar essa decisão", destaca o advogado do Paraná, Eduardo Vargas, ao UmDois Esportes, confirmando que o Tricolor vai entrar com recurso.

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