A temporada de 2021 será um grande desafio para o Paraná. Sem contar com as cotas de televisão, o clube busca outras soluções para quitar dívidas e, ao menos, ter uma "casa" mais arrumada para um ano complicado.

Uma destas soluções é a resolução de um impasse que tem atrapalhado o clube desde 2018. Na ocasião, a diretoria paranista conseguiu, por meio da Justiça do Trabalho, a negociação da sede social do Boqueirão pelo valor de R$ 9 milhões com a MRV Engenharia.

O dinheiro da empresa, entretanto, está bloqueado na Justiça por conta de um impasse com a Prefeitura de Curitiba, que impede que as receitas sejam destinadas ao pagamento das dívidas junto ao Ato Trabalhista e também aos atrasos salariais junto a elenco e funcionários do Paraná.

O município não autorizou os alvarás para a MRV Engenharia e, com isso, o imóvel ainda não foi demolido. Em nota, a Prefeitura de Curitiba ressalta ao UmDois Esportes que "está discutindo judicialmente a arrematação do imóvel".

Na última semana, a diretoria interina do Tricolor, liderada pelo presidente Sérgio Molletta, teve uma reunião com o vice-prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, para tentar viabilizar a liberação da verba do leilão da sede social do Boqueirão. Com isso, a tendência é que o caso seja solucionado nos próximos dias.

O UmDois Esportes entrou em contato com a MRV Engenharia, que destacou que a empresa ainda "aguarda a resolução do caso pelo Tribunal Regional do Trabalho". Confira a nota abaixo:

"A MRV esclarece que a área foi adquirida em leilão público dentro de todos os trâmites estabelecidos e respeitando a legislação vigente, como atestado pelo Juízo da 2ª Vara do Trabalho de Curitiba. A venda, realizada com o objetivo de quitar processos trabalhistas que envolvem o Paraná Clube, não teve oposição por parte do clube. O valor da compra já foi pago integralmente à Justiça e se encontra reservado aguardando o desfecho dos recursos apresentados pelo Município de Curitiba contra a venda realizada. Uma vez julgados os recursos, o valor poderá ser utilizado para saldar os débitos de ex-empregados do Clube. A empresa reafirma seu interesse em operar na propriedade para desenvolvimento imobiliário no futuro, mas, por enquanto, está aguardando a resolução do caso pelo Tribunal Regional do Trabalho."

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