Os sócios da NextPlay tiraram as dúvidas dos conselheiros do Paraná Clube sobre o contrato de venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) durante reunião do Conselho Deliberativo, na noite da última segunda-feira (15).
A reunião ganhou ares decisivos depois que o Comitê da SAF, formado pelo presidente Ailton Barboza de Souza, o ex-mecenas Carlos Werner, Fernando Giraldi, João Quitéria e Renato Collere, se mostrou contrário à aprovação da proposta realizada pela NextPlay e sugeriu algumas mudanças. Barboza informou que não fez parte da decisão por ser o atual mandatário.
Por isso, torcedores se revoltaram com a possibilidade do Tricolor não concluir a venda da SAF, o que é considerado por muitos como a solução para o futuro do clube.
Durante a reunião, os sócios da NextPlay responderam a todos os questionamentos, entre eles, as garantias de que o acordo será cumprido, possibilidade de venda de cotas da SAF, ou até mesmo de saída, e a situação da compra do terreno da Vila Capanema, que hoje pertence à União.
Apesar dos percalços, a expectativa é pela aprovação da proposta na reunião do Conselho Deliberativo do Paraná Clube na próxima segunda-feira (22).
Paraná Clube ainda precisa de documento para homologar plano da RJ
/https%3A%2F%2Fmedia.umdoisesportes.com.br%2Fmain%2F2025%2F12%2F22111855%2FMontagens-GERAIS-2025-12-22T111848.338.jpg)
Para concluir a venda da SAF, o Paraná Clube ainda precisa da Certidão Positiva com Efeitos de Negativa da Fazenda Nacional, que mostra a regularidade fiscal. O documento só será disponibilizado com a conclusão da transação tributária com a União e o pagamento da primeira parcela de R$ 3 milhões. Caso tudo ocorra conforme o planejado, o valor será pago pela NextPlay.
No mês passado, a juíza Mariana Fowler Gusso, titular da 1ª Vara de Falências e Recuperação Judicial de Curitiba, deu um prazo de 90 dias para apresentar a certidão. Somente após o documento que ela vai homologar o plano aprovado pelos credores para a Recuperação Judicial (RJ).
Enquanto isso, a NextPlay trabalha desde o início do ano em uma espécie de transição da Associação para a SAF do Paraná Clube. A empresa já foi a responsável pela montagem do elenco e da comissão técnica que garantiu o retorno para a elite do Campeonato Paranaense.
Além disso, a NextPlay também realizou melhorias na Vila Olímpica do Boqueirão e transformou o estádio no novo centro de treinamentos do time profissional. Em parceria com o São Joseense, o local também ficou disponível novamente para a realização de jogos. Existe até a possibilidade do Tricolor jogar no segundo semestre durante a Copa Paraná.
O acordo entre credores e Paraná Clube
A negociação para a definição do plano da RJ e a venda da SAF só foi para frente depois de acordo com o Banco Genial, com sede no Rio de Janeiro e principal investidor da NextPlay, que pagará R$ 60 milhões pela Sede da Kennedy – esse valor irá integralmente para o pagamento da RJ.
/https%3A%2F%2Fmedia.umdoisesportes.com.br%2Fmain%2F2025%2F06%2F03105115%2Fsede-kennedy-parana-clube.jpg)
No plano defendido inicialmente pelo Paraná Clube, muitos credores temiam não receber nada no leilão da Sede da Kennedy e, por isso, estipularam o valor mínimo de R$ 70,8 milhões. Com as novas negociações e a garantia de receber, eles aceitaram reduzir para R$ 60 milhões.
O imóvel agora vai para leilão pelo montante e direcionado para o banco, que terá a oportunidade de igualar qualquer proposta superior. O pagamento dos R$ 60 milhões será feito em dez prestações anuais, com carência de um ano a partir da venda da SAF no processo da RJ.
Já a NextPlay fica responsável pelo pagamento das dívidas com a Receita Federal e o Banco Central. A empresa também já conversa com a União para a compra definitiva da Vila Capanema. Apesar da destinação de R$ 60 milhões, o valor ainda não está definido.
Os valores mínimos para investimento no Paraná Clube são:
- R$ 42 milhões para o pagamento das dívidas com a Receita Federal e o Banco Central
- R$ 10 milhões para a construção de centro de treinamento
- R$ 60 milhões para investimento na Vila Capanema
- R$ 10 milhões para o futebol em anos sem divisão no Campeonato Brasileiro
- R$ 21,9 milhões na Série D
- R$ 28 milhões na Série C
- R$ 46,8 milhões na Série B
- R$ 85 milhões na Série A