Depois do acesso para a elite do Campeonato Paranaense, o Paraná Clube foca todas as suas atenções na conclusão da venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF). No entanto, a última reunião do Conselho Deliberativo gerou um clima de incerteza.
O Comitê da SAF do Paraná Clube, que conta com nomes como o ex-mecenas Carlos Werner e o atual presidente Ailton Barboza de Souza, se mostrou contrário a aprovação da proposta realizada pela NextPlay e sugeriu algumas mudanças. Com isso, existe até a possibilidade que a venda, até então encaminhada, não seja realizada.
Os sócios da NextPlay vão participar da próxima reunião do Conselho Deliberativo na próxima segunda-feira (15) para tirar todas as dúvidas dos conselheiros sobre a venda da SAF. Depois disso, os conselheiros votam se aprovam ou não a proposta da NextPlay. A votação pode ocorrer já na próxima semana ou no dia 22.
A informação foi divulgada inicialmente pelo repórter Lucca Marreiros, da Jovem Pan News, e confirmada pela reportagem do UmDois Esportes.
Apesar do parecer negativo do Comitê, a expectativa ainda é pela aprovação da proposta.
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Paraná Clube ainda precisa de documento para homologar plano da RJ
Para concluir a venda da SAF, o Paraná Clube ainda precisa da Certidão Positiva com Efeitos de Negativa da Fazenda Nacional, que mostra a regularidade fiscal. O documento só será disponibilizado com a conclusão da transação tributária com a União e o pagamento da primeira parcela de R$ 3 milhões. Caso tudo ocorra conforme o planejado, o valor será pago pela NextPlay.
No mês passado, a juíza Mariana Fowler Gusso, titular da 1ª Vara de Falências e Recuperação Judicial de Curitiba, deu um prazo de 90 dias para apresentar a certidão. Somente após o documento que ela vai homologar o plano aprovado pelos credores para a Recuperação Judicial (RJ).
Enquanto isso, a NextPlay trabalha desde o início do ano em uma espécie de transição da Associação para a SAF do Paraná Clube. A empresa já foi a responsável pela montagem do elenco e da comissão técnica que garantiu o retorno para a elite do Campeonato Paranaense.
Além disso, a NextPlay também realizou melhorias na Vila Olímpica do Boqueirão e transformou o estádio no novo centro de treinamentos do time profissional. Em parceria com o São Joseense, o local também ficou disponível novamente para a realização de jogos. Existe até a possibilidade do Tricolor jogar no segundo semestre durante a Copa Paraná.
O acordo entre credores e Paraná Clube
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A negociação para a definição do plano da RJ e a venda da SAF só foi para frente depois de acordo com o Banco Genial, com sede no Rio de Janeiro e principal investidor da NextPlay, que pagará R$ 60 milhões pela Sede da Kennedy – esse valor irá integralmente para o pagamento da RJ.
No plano defendido inicialmente pelo Paraná Clube, muitos credores temiam não receber nada no leilão da Sede da Kennedy e, por isso, estipularam o valor mínimo de R$ 70,8 milhões. Com as novas negociações e a garantia de receber, eles aceitaram reduzir para R$ 60 milhões.
O imóvel agora vai para leilão pelo montante e direcionado para o banco, que terá a oportunidade de igualar qualquer proposta superior. O pagamento dos R$ 60 milhões será feito em dez prestações anuais, com carência de um ano a partir da venda da SAF no processo da RJ.
Já a NextPlay fica responsável pelo pagamento das dívidas com a Receita Federal e o Banco Central. A empresa também já conversa com a União para a compra definitiva da Vila Capanema. Apesar da destinação de R$ 60 milhões, o valor ainda não está definido.
Os valores mínimos para investimento no Paraná Clube são:
- R$ 42 milhões para o pagamento das dívidas com a Receita Federal e o Banco Central
- R$ 10 milhões para a construção de centro de treinamento
- R$ 60 milhões para investimento na Vila Capanema
- R$ 10 milhões para o futebol em anos sem divisão no Campeonato Brasileiro
- R$ 21,9 milhões na Série D
- R$ 28 milhões na Série C
- R$ 46,8 milhões na Série B
- R$ 85 milhões na Série A