O técnico Tcheco não rechaçou o favoritismo do Paraná Clube na Segunda Divisão do Campeonato Paranaense. Com maior investimento e dono da melhor campanha da primeira fase, o Tricolor disputa uma vaga nas semifinais contra o Toledo. O jogo de ida ocorre neste domingo (3), às 15h30, no estádio 14 de Dezembro.
Para o treinador, o time paranista está preparado para ter a responsabilidade de ser o grande favorito, mas alerta que não é garantia de sucesso dentro de campo. “É sempre um tópico muito complicado de você falar. Não assumir a responsabilidade que é nossa é desviar o foco para outras coisas. Não temos problema nenhum assumir o favoritismo desde que se prepare para isso e respeite o adversário”, comenta.
“O favoritismo não te garante nada e é uma perspectiva de cenário externo. É uma responsabilidade a mais representar isso e também é um fator positivo. Nós nos tornamos fortes em casa diante do torcedor. Quando se tem uma identidade rápida, como os atletas tiveram, isso nos favorece. Acredito que quando tem discernimento real que é favorito, mas se está se preparando para tal, fica mais seguro. Não tem problema nenhum nos considerarmos favorito, o problema seria se não tivéssemos nos preparando”, afirma Tcheco, em entrevista ao UmDois Esportes.
Único invicto na Segundona, o Paraná Clube terminou a primeira fase com 23 pontos, campanha de sete vitórias e dois empates. O ponto forte da equipe foi o sistema defensivo que foi vazado somente três vezes. Em termos de comparação, Patriotas e Laranja Mecânica, que dividem a segunda melhor defesa, levaram nove gols.
O goleiro Juliano Chade, que jogou cinco das nove partidas, só sofreu gol na última rodada contra o Patriotas. Outro destaque no sistema defensivo é o zagueiro Thiago Dombroski, que só ficou de fora de um jogo e ainda é o artilheiro paranista no Estadual, com três gols.
Paraná Clube usou mais de 30 jogadores durante a primeira fase
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Tcheco aproveitou a fase de classificação para testar os jogadores e ainda detectar as carências no elenco. O Paraná Clube utilizou 31 jogadores nas nove partidas iniciais e apenas três deles jogaram oito: Thiago Dombroski, lateral-esquerdo Bruno Dip e atacante Lucas Bueno. Os dois primeiros foram titulares em todas.
Nas últimas semanas, o Tricolor reforçou o grupo com jogadores mais experientes. O atacante Daniel Cruz, ex-Athletico, já tem dois gols em somente duas partidas com a camisa paranista. E o meia Thiaguinho estreou na última rodada contra o Patriotas e virou opção em uma posição considerada carente.
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“Dentro de um plano de trabalho que nós tivemos, optamos no começo por jogadores mais novos, seja aqueles da base, como o Antônio e o Gustavo Portela, e outros jogadores de próposito a SAF tinha nos pedido, entre eles Gabriel Pfeifer, Arthur Yan, Alex Júnior e Caniggia, que não foi no começo, mas jogou. Tínhamos que ter pouco de cuidado porque para ter esse planejamento, tinha que corresponder também. Ao mesmo tempo, quando chegasse no ponto crucial do mata-mata, a gente precisava de jogadores experientes. Na medida que as coisas iam acontecendo na competição, a gente entendeu onde deveria trazer jogadores mais cascudos e com personalidade de aguentar a pressão. Demos oportunidade para todos, e as vitórias nos deu tranquilidade para fazer essa experiência”, comenta Tcheco.
O treinador ainda exalta o entrosamento do sistema defensivo e admite que tem opções que o permite mudar o time titular entre um jogo e outro. “Como os pontos nos deram segurança, eu fui alternando entre goleiros, meio-campo e ataque. O sistema defensivo se consolidou com Salazar, Thiago, Dip e Caíque. A maior dúvida sempre foi na parte da frente pelo entendimento que a gente tem e muitas caractersíticas. O Dani [Cruz] e o Thiaguinho chegaram nesta reta final não necessariamente para serem titulares, mas podem ser peças importantes. O campeonato nos deu essa possibilidade e eu precisava dessa segurança.
“Já antecipo que no jogo da volta não precisa ser os mesmos 11 da ida. É dentro de casa, às vezes uma situação que precisa ser mais ou menos ofensivo. Eu parto do princípio que o mata-mata nunca vai ser uma matemática. Vou usar de acordo com nosso adversário e, principalmente, o nosso momento”, finaliza Tcheco.