O Paraná demitiu o técnico Silvio Criciúma após apenas cinco jogos na terça-feira (31). Mas a mudança rápida não é uma exceção. O Tricolor tem média de três técnicos por ano desde a temporada em que conseguiu retornar à Série A.

Criciúma ficou apenas 40 dias no clube e teve apenas 13% de aproveitamento (dois empates e três derrotas). Ele, porém, não foi o técnico que ficou menos tempo no comando do clube.

No ano passado, Rogério Micale, em sua segunda passagem pelo Paraná, ficou apenas 30 dias e comandou o time em seis jogos, com cinco derrotas seguidas e um empate. O aproveitamento foi apenas de 5% - o pior desempenho de um treinador na história do clube na Série B.

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Já no início deste ano, Márcio Coelho também ficou menos de um mês (29 dias) na reta final da Segundona. Mesmo sem ter conseguido evitar o rebaixamento, ele teve um aproveitamento melhor: de 22%, com uma vitória, um empate e quatro derrotas.

O treinador que ficou mais tempo no comando da equipe neste período de cinco anos foi Allan Aal. Foram dez meses, entre janeiro e novembro de 2020, deixando a equipe com aproveitamento de 44% (36 jogos, com 12 vitórias, 11 empates e 13 derrotas).

O ano de 2017 foi a temporada em que o clube mais trocou de treinador neste recorde de cinco anos. Foram quatro treinadores e um interino. Já em 2018, mais três nomes e um interino. Na temporada seguinte, dois treinadores. Ano passado, três. E, neste ano, outros três comandantes e um interino. Ao todo, foram 15 mudanças oficiais no comando técnico.

Veja os técnicos que passaram pelo Paraná desde 2017:

2017:
Wagner Lopes (ficou quatro meses e teve 65% aproveitamento)
Cristian de Souza (ficou dois meses e teve 42% aproveitamento)
Matheus Costa (interino)
Lisca (ficou um mês e teve 63% aproveitamento)
Matheus Costa (ficou três meses e teve 59% aproveitamento)

2018:
Wagner Lopes (ficou dois meses e teve 29% aproveitamento)
Ademir Fesar (interino)
Rogério Micale (ficou seis meses e teve 39% aproveitamento)
Claudinei Oliveira (ficou dois meses e teve 9% aproveitamento)

2019:
Dado Cavalcanti (ficou seis meses e teve 38% aproveitamento)
Matheus Costa (ficou oito meses e teve 49% aproveitamento)

2020:
Allan Aal (ficou 10 meses e teve 44% aproveitamento)
Rogério Micale (ficou 30 dias e teve apenas 6% aproveitamento)
Gilmar Dal Pozzo (ficou 32 dias e teve 22% aproveitamento)

2021:
Márcio Coelho (ficou 29 dias e teve 22% aproveitamento)
Maurílio (ficou seis meses e teve 35% aproveitamento)
Jorge Ferreira (interino)
Silvio Criciúma (ficou 40 dias e teve 13% aproveitamento)

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