A torcida organizada Fúria Independente se manifestou pela primeira vez desde a tentativa fracassada de venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Paraná Clube.

Antes esperançosa que a venda da SAF ocorreria ainda neste ano, inclusive com mobilização na Vila Capanema antes da Assembleia Geral dos Credores, a Fúria Independente postou uma imagem nas redes sociais apenas com uma pergunta:

“A culpa é de quem?”.

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Já o Comando Sul, “braço” da Fúria, foi mais incisivo nas críticas e afirmou que “a nação paranista foi enganada mais uma vez”. “Acreditamos que foi a última, ninguém mais vai cair nesse “papinho”, nós torcedores estamos cansados e sem paciência… ninguém aguenta tanta humilhação”.

​”Torcida Paranista, nunca se esqueça dos nomes que contribuíram para o “limbo” em que estamos. Não acreditem em “santos caseiros” ou empresários salvadores, pois, pelo que tudo indica, agora que o clube foi reduzido a nada, eles virão como salvadores… Lembrem-se bem de quem estava do lado deles quando isso começou e vejam que as mesmas pessoas continuam no “comando”.

Além disso, a torcida ainda cobrou uma intervenção judicial no Paraná Clube. “Que o juiz [sic] que conduz a RJ (Recuperação Judicial) interceda e tire o poder dessa atual diretoria, comece uma investigação pelo motivo que levou o Paraná a essa situação e responsabilize os que “sugaram” o clube por todos esses anos! Só uma pessoa externa, sem envolvimento com essa corja, poderá conduzir uma venda transparente, não esses sanguessugas”.

Investidor desistiu da SAF, e Paraná Clube corre risco de falência

Na última quarta-feira (19), os credores aprovaram um novo plano da Recuperação Judicial (RJ) com maiores garantias que vão receber o valor devido pelo Paraná Clube. No entanto, o documento não era o desejado pela NextPlay, que desistiu de comprar a SAF paranista.

O plano aprovado pelos credores prevê que a venda da SAF do Tricolor e da Sede da Kennedy ocorram através de leilões independentes. O documento ainda precisa da aprovação da juíza da RJ, Mariana Gusso.

Sem uma proposta na mesa, o Tricolor agora corre contra o tempo para encontrar um investidor por dois motivos: montar um elenco competitivo para a disputa da Segunda Divisão do Campeonato Paranaense e, principalmente, evitar falência.

O prazo, no entanto, é curto para viabilizar um novo investidor que cumpra todos os requisitos. Uma nova assembleia está marcada para fevereiro de 2026 para a validação do plano da RJ.

No edital divulgado pelo Paraná Clube em outubro, o valor mínimo para adquirir a SAF é de R$ 212 milhões. Esse, inclusive, era o valor proposto pela NextPlay, que foi a única que apresentou proposta vinculante até o momento.

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