O Paraná Clube sofreu um duro baque na tentativa de vender a sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF). A NextPlay, que havia feito uma proposta vinculante, desistiu após a aprovação do novo plano da Recuperação Judicial (RJ).

O plano aprovado pelos credores prevê que a venda da SAF do Tricolor e da Sede da Kennedy ocorram através de leilões independentes. O documento ainda precisa da aprovação da juíza da RJ, Mariana Gusso.

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Sem uma proposta na mesa, o Tricolor agora corre contra o tempo para encontrar um investidor por dois motivos: montar um elenco competitivo para a disputa da Segunda Divisão do Campeonato Paranaense e, principalmente, evitar falência.

O prazo, no entanto, é curto para viabilizar um novo investidor que cumpra todos os requisitos. Uma nova assembleia está marcada para fevereiro de 2026 para a validação do plano da RJ.

No edital divulgado pelo Paraná Clube em outubro, o valor mínimo para adquirir a SAF é de R$ 212 milhões. Esse, inclusive, era o valor proposto pela NextPlay, que foi a única que apresentou proposta vinculante até o momento.

“A proposta da NextPlay Capital contemplava investimentos mínimos de R$ 210 milhões, que poderiam chegar a R$ 687 milhões conforme os gatilhos de desempenho e expansão previstos no plano apresentado. Essa composição representava um dos maiores avanços já obtidos no contexto da recuperação judicial, resultado direto do esforço conjunto de negociações entre clube, investidora e diversos representantes da massa credora”, explica o Paraná.

O Tricolor também ressaltou que “com a retirada da proposta, o processo seguirá seu curso regular, dentro das normas da recuperação judicial e das responsabilidades de cada parte envolvida”.

Como é o plano de Recuperação Judicial do Paraná Clube

O plano aprovado pelos credores não contemplou a proposta vinculante da NextPlay Holding S.A., única que demonstrou interesse oficialmente em adquirir a UPI Futebol.

A grande divergência foi na forma de pagamento dos credores. O plano defendido pelo Paraná Clube e pelos investidores previa que a dívida fosse quitada exclusivamente com a venda da Sede da Kennedy.

No entanto, para evitar que muitos ficassem sem receber, caso a venda fosse um valor abaixo do esperado, os credores aprovaram que, até a venda definitiva da UPI Kennedy, as cotas da SAF serão a garantia dos credores.

O Paraná Clube discordou do plano aprovado. “O texto aprovado gera insegurança jurídica relevante à independência da UPI SAF, afasta potenciais investidores, inviabiliza a construção de qualquer proposta séria e compromete, de forma direta e objetiva, a estabilidade e o desfecho regular do Processo de Recuperação Judicial do Paraná Clube”.

Já Jorge Casagrande, presidente do Comitê dos Credores e que escreveu o plano aprovado, acredita em um desfecho positivo.
“É uma notícia muito boa! Porque agora essa novidade na venda acessível, transparente e judicial de uma SAF com direito de uso de importantes imóveis esportivos atrairá investidores sérios. O que acontecia antes era uma total falta de transparência e direcionamento por parte do Paraná Clube”, avalia o advogado.

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