Pedro Weber, CEO da NextPlay, revelou novos detalhes sobre a proposta de compra da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Paraná Clube durante entrevista à Rádio Jovem Pan Curitiba. A declaração ocorre após a reunião realizada na última segunda-feira (22), quando o Conselho Deliberativo aprovou, por ampla maioria, a venda da SAF e o Acordo de Acionistas da futura empresa que administrará o futebol paranista.

A proposta recebeu apenas dois votos contrários. Um deles foi do ex-presidente Rubens Ferreira Silva, o Rubão. Segundo Weber, a divergência esteve relacionada às garantias exigidas para a concretização do negócio.

“Dá para ser bem objetivo. A garantia, como em todas as operações de SAF no Brasil, é apresentada por meio de provas de fundo ou carta compromisso. O que ele estava querendo eram garantias que não são normais nesse tipo de operação, como garantias reais, apartamentos ou outros ativos”, explicou.

O executivo afirmou que a NextPlay apresentou ao clube os mecanismos previstos em contrato para assegurar o cumprimento das obrigações financeiras e esportivas da futura SAF.

Rubão, ex-presidente do Paraná Clube. Foto: Arquivo/UmDois

“Temos que apresentar quem são os nossos investidores, que são ilibados. Dentro do processo haverá um novo momento de revisão. O clube tem condições precedentes até de abortar a operação se sentir algum desconforto. Isso está previsto em contrato”, destacou.

Weber também revelou que existe uma cláusula de proteção à associação caso a SAF descumpra compromissos assumidos.


“Se a gente descumprir um mínimo orçamentário, está regulado no contrato que a associação retomaria a gestão do clube sem precisar buscar um litígio judicial. O Rubens tem uma opinião, mas explicamos todos os ritos e acredito que conseguimos acomodá-lo”, afirmou.


CEO da NextPlay destaca aprovação para a recuperação do Paraná Clube

Sede da Kennedy. (Foto: Luana Kaseker/UmDois Esportes).

O CEO ressaltou ainda a complexidade dos documentos analisados pelos conselheiros e reforçou que a conclusão do processo é vista como fundamental para a recuperação do Paraná Clube.

“São contratos com mais de 100 páginas e muitos detalhes. Conseguimos mostrar a importância de concluirmos a Recuperação Judicial, fazer a renegociação das dívidas, realizar o leilão da Kennedy e permitir que o Paraná vire a página para pensar no futuro, na reconstrução dos ativos e também do calendário”, concluiu.

Siga o UmDois Esportes