O presidente do Paraná, Rubens Ferreira, revelou que o clube está perto de enfim receber o valor bloqueado na Justiça do leilão da sub-sede do Boqueirão.

Em 2018, o Tricolor perdeu em leilão judicial o patrimônio arrematado por cerca de R$ 9 milhões pela MRV Engenharia.

Em entrevista ao YouTube do clube, no último sábado (19), Rubão disse que a expectativa é de que o valor seja liberado já no próximo dia 8 de março, mas será utilizado para quitação de débitos trabalhistas.

O Paraná ainda terá reuniões com Coordenadoria de Conciliação e de Apoio à Execução de Curitiba (COCAPE) do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para esclarecer todos os detalhes.

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"Sobre a MRV, que é o processo do Boqueirão, este valor continua bloqueado, mas tivemos a grata surpresa que talvez no dia 8 do próximo mês essa situação seja resolvida e com isso seriam aproximadamente R$ 8 milhões para a Justiça trabalhista liquidar muitos contratos. E aí daria para os credores que vem falando que o Paraná não tem recurso nenhum", declarou Rubão.

O dinheiro pago pela MRV Engenharia segue bloqueado na Justiça por conta de um impasse com a Prefeitura de Curitiba, que impede que as receitas sejam destinadas ao pagamento das dívidas junto ao Ato Trabalhista e também aos atrasos salariais junto a elenco e funcionários do Paraná.

O município não autorizou os alvarás para a MRV Engenharia e, com isso, o imóvel ainda não foi demolido. No ano passado, a Prefeitura de Curitiba disse em nota ao UmDois Esportes que estava "discutindo judicialmente a arrematação do imóvel".

Já a construtora aguardava apenas a resolução do caso para iniciar o projeto no local. "O valor da compra já foi pago integralmente à Justiça e se encontra reservado aguardando o desfecho dos recursos apresentados pelo Município de Curitiba contra a venda realizada".

Leonardo Oliveira disse que Paraná havia recebido parte do dinheiro

Em março de 2018, o então presidente do clube, Leonardo Oliveira, havia dito que o Tricolor já havia recebido as primeiras parcelas referentes à venda judicial da sub-sede do Boqueirão.

"A área foi arrematada. Foi uma venda judicia. O comprador protocolou alguns pedidos na Justiça do Trabalho, mas algumas parcelas, cerca de cinco ou seis, já foram pagas", declarou na ocasião.

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