O Paraná alinha nesta semana a assinatura do contrato com a FDA Sports, empresa que deverá ser parceira no departamento de futebol do clube até o final do ano que vem. O vínculo ainda depende de uma liberação da Justiça do Trabalho, que deve dar o aval até a próxima sexta-feira.

A proposta prevê investimento de R$ 2,9 milhões até o fim do ano, parcelados mensalmente, com uma parcela separada para o 13º salário dos atletas. Para 2022, o acordo prevê investimento mensal de R$ 375 mil, caso o Paraná permaneça na Série C ou caia para a Série D. Em caso de acesso para a Série B, este valor subiria para R$ 550 mil mensais.

Em contrapartida, a FDA quer 70% dos direitos econômicos de seis atletas do Paraná, escolhidos pela empresa, para reaver o dinheiro investido em futuras negociações.

As parcerias no departamento de futebol do Tricolor não são novidades. Porém, elas não trazem boas lembranças ao torcedor. A expectativa dos paranistas é que história seja diferente com a FDA Sports, já que o clube tem passado por maus bocados na temporada de 2021, com atrasos de salários e um início ruim na Série C. Relembre abaixo cinco parcerias que o Paraná fez ou quase fez no seu departamento de futebol.

LA Sports e a dívida milionária

Luiz Alberto teve parceria com o Paraná no passado.
Luiz Alberto teve parceria com o Paraná no passado.| Arquivo/Gazeta do Povo

Uma das parcerias que mais deu certo, mas que também mais acabou prejudicando o clube financeiramente foi com a LA Sports. A empresa assumiu as categorias de base em 2003 e cuidou do time profissional três anos depois.

Logo de início, o Paraná conquistou o Campeonato Paranaense de 2006 e conseguiu a vaga inédita na Libertadores do ano seguinte. A temporada de 2017, entretanto, foi um baque total. Com pouco retorno técnico e financeiro, o Tricolor caiu para a Série B e por lá ficou por uma década.

A parceria foi encerrada em 2008 e teve participações menores no clube em alguns anos seguintes. Em janeiro deste ano, o UmDois Esportes informou, em primeira mão, que a LA Sports faturou na Justiça uma ação de R$ 20 milhões contra o Paraná por conta do caso Thiago Neves.

Saldo baixo com a Amaral Sports

Marcos Amaral. Foto: André Rodrigues/Arquivo/Gazeta do Povo
Marcos Amaral. Foto: André Rodrigues/Arquivo/Gazeta do Povo| GAZETA

Por cerca de cinco temporadas, o Paraná contou com o apoio da Amaral Sports em seu departamento de futebol. A parceria, iniciada em 2010, rendeu pouco sucesso ao Tricolor. O melhor ano foi o de 2013, com a equipe ficando próxima do acesso à elite do futebol brasileiro.

A dívida com a Base

CT Ninho da Gralha. Foto: Átila Alberti/Tribuna do Paraná.
CT Ninho da Gralha. Foto: Átila Alberti/Tribuna do Paraná.| Tribuna do Parana

A Bom Atleta Sociedade Empresarial (Base) foi a responsável pela construção do CT Ninho da Gralha, em 2008. A empresa ficou responsável pela gestão das categorias de base, com a divisão de despesas e lucros em 50% entre a Base e o Paraná.

Em 2012, a parceria foi encerrada por conta de atrasos salariais. A dívida final do clube com a empresa ficou em R$ 2 milhões, que foi paga pelo empresário Carlos Werner, em 2016.

Sucesso com Carlos Werner e mais dívidas

Carlos Werner. Foto: Jonathan Campos/Arquivo/Gazeta do Povo
Carlos Werner. Foto: Jonathan Campos/Arquivo/Gazeta do Povo| Gazeta do Povo

Em 2014, o empresário Carlos Werner iniciou a sua caminhada de ajuda ao departamento de futebol do Paraná. Inicialmente, com a gestão das categorias de base. Na sequência, com o pagamento de salários e dívidas no profissional.

Werner fez aportes financeiros até o rompimento com o até então presidente do clube, Leonardo Oliveira, em 2017 - mesmo ano em que o Paraná conseguiu, enfim, retornar à Série A do futebol brasileiro. O empresário acionou o clube na Justiça e conseguiu a posse do CT Ninho da Gralha.

Mas e os russos?

Felipe Ximenes intermediou parceria com russos. Foto: Daniel Castellano/Arquivo/Gazeta do Povo.
Felipe Ximenes intermediou parceria com russos. Foto: Daniel Castellano/Arquivo/Gazeta do Povo.| GAZETA

Uma das parcerias mais aguardadas pela torcida do Paraná foi a que não existiu. Um grupo de investidores russos formalizou uma proposta de parceria com o futebol paranista desde 2019. No ano seguinte, o clube apresentou o acordo aos conselheiros, com uma apresentação feita pelo ex-diretor de futebol do Coritiba, Felipe Ximenes, intermediário do grupo.

No entanto, os russos "recuaram" por conta da pandemia de coronavírus e a parceria com o Paraná foi por "água abaixo".

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