O empresário Luiz Alberto Martins de Oliveira Filho, da LA Sports, ganhou um processo contra o Paraná pedindo cerca de R$ 20 milhões, devido a perdas de lucros em negociações do meia Thiago Neves.

Esta é uma segunda ação envolvendo a negociação do jogador. Por causa da primeira, o Tricolor já tinha perdido o CT Ninho da Gralha [leia mais abaixo].

A ação está em liquidação de sentença, ou seja, os valores poderão ser reduzidos por meio de um acordo, mas a causa já foi ganha por Oliveira. O processo corria desde 2013.

A decisão favorável ocorreu em 2019. Entretanto, o Paraná havia entrado com um recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e teve o pedido negado. O julgado se tornou definitivo em fevereiro de 2020, mas só no final do ano passado foi feita a liquidação de cálculos.

Entenda o caso

Inicialmente, a LA possuía 50% dos direitos do meio-campista, após um acordo com o Paraná, em 2005, quando a empresa fornecia alimentação aos atletas no CT Ninho da Gralha. Porém, o Tricolor negociou, posteriormente, o atleta com a Systema, do empresário Léo Rabello, e a LA, em um novo acordo, passou a ser dona de 32% dos direitos do jogador.

Na época das negociações, o clube era dirigido pelo então presidente José Carlos de Miranda. Entretanto, já sob o comando de Aurival Correia, o Paraná não reconhecia as negociações e entrou com uma ação na Justiça, junto com a LA, pedindo uma cláusula indenizatória pela transferência do atleta.

Thiago Neves foi revelado no Paraná. Foto: Arquivo/Gazeta do Povo.
Thiago Neves foi revelado no Paraná. Foto: Arquivo/Gazeta do Povo.

No processo, os advogados explicam que o empresário foi prejudicado quando, em 2007, a Systema entrou em acordo com o Paraná para abrir mão dos direitos que tinha do atleta, quando houve o primeiro acordo trabalhista entre as partes e ele pudesse assinar com o Fluminense. (Entenda o caso Thiago Neves)

"Mais que desleal, a conduta do réu esbarra em hipótese penal. Ao transigir sobre direitos que foram reconhecidos como pertencentes à autora (32% sobre o resultado da majoração da cláusula penal), toma a força o que não é seu para benefício próprio, o que a aproxima da apropriação indébita" , diz trecho do processo.

Inicialmente, as cifras do prejuízo que a LA teve com a venda do jogador para o Fluminense foram calculadas pelos advogados de defesa do empresário em R$ 6 milhões, porém, com os juros e correções monetárias, o valor foi reajustado para mais de R$ 20 milhões.

"Caso Thiago Neves" já havia feito Paraná perder CT Ninho da Gralha

Antes de perder a atual ação para Luis Alberto de Oliveira, o Paraná já havia perdido um patrimônio por uma perda na Justiça que também envolveu o meia Thiago Neves.

Em 2017, o Tricolor fez um acordo com Léo Rabello, empresário do jogador na época da transação, dono da Systema. Rabello cobrava R$ 40 milhões do clube. O Paraná então, fez um acordo com o empresário, que aceitou receber R$ 4,5 milhões para quitar as pendências.

O dinheiro foi desembolsado pelo ex-investidor do clube e ex-parceiro de Leonardo Oliveira, Carlos Werner, que, em troca, ficou com o Ninho da Gralha como garantia. Como o Paraná não pagou Werner, o clube perdeu a propriedade para Werner, em 2019.

Participe da conversa!
0