Liliu viveu mais uma tarde artilheira, com dois gols na vitória do Paraná Clube por 3 a 0 sobre o Paranavaí, e teve o nome gritado pela torcida que esteve na Vila Capanema. Mas a sensação para o centroavante foi agridoce. Anteriormente, o técnico Tcheco revelou que o Tricolor não vai renovar o contrato do atacante, que termina no fim de outubro.

Em uma temporada de reconstrução para o clube paranista, Liliu voltou aos gramados durante a Segunda Divisão do Campeonato Paranaense, após ficar mais de um ano e meio afastado por causa de uma grave lesão no ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho.

O centroavante voltou a sofrer com problemas no joelho durante parte do Estadual e soma apenas dez partidas na temporada. Mesmo com pouco tempo em campo, teve participação decisiva na campanha do acesso. Ele marcou dois gols nas quartas de final contra o Toledo e sofreu o pênalti que originou o gol da vitória sobre o Araucária, que garantiu o retorno do Paraná para a elite.

Na Copa Paraná, Liliu voltou a ser protagonista com os dois gols contra o Paranavaí, que foram fundamentais para colocar o Tricolor novamente na liderança isolada da competição. Após a partida, o centroavante não escondeu a emoção com o carinho da torcida, que pediu sua permanência no clube.

“Um dia vou olhar para trás e ver tudo que fiz por esse clube. Como falei na primeira entrevista, eu vim para fazer história, colocar meu nome e a foto na parede. Consegui fazer isso com dois acessos. Eu acho que a melhor forma de terminar esse ciclo é de forma honrosa e fazendo o que fiz hoje, ajudando o clube, fazendo os gols, dando o melhor em campo e lutando por essas cores”, disse.

“Passou na minha cabeça o que sempre passa quando faço gols pelo Paraná, explosão de emoção e com a torcida gritando meu nome. Isso não tem preço. Vai ficar na memória, o grito da arquibancada é o reconhecimento do que a gente fez e faz. Fico feliz de ter esse reconhecimento. Eu sempre fui reconhecido pela maioria, não foi por opinião, nada comprado, foi por trabalho”, acrescentou o centroavante do Paraná Clube.

Liliu ainda tem chance de ficar no Paraná Clube?

Liliu marcou duas vezes contra o Paranavaí. (Foto: Mateus Meneses/Paraná Clube).

O anúncio do técnico Tcheco após o empate com o Londrina pegou muitos torcedores de surpresa, mas a promessa era de uma despedida honrosa para Liliu. Por isso, o centroavante entrou em campo contra o Paranavaí e também deve ser utilizado nas últimas duas rodadas da fase de classificação da Copa Paraná, contra Foz do Iguaçu e São Joseense.

Mas a grande atuação diante da torcida gerou a pergunta entre os torcedores: Liliu não merece continuar no Tricolor? O executivo de futebol Rodrigo Possebon despistou sobre o assunto e não descartou a permanência do ídolo.

“Futebol é muito dinâmico, tem que ter sabedoria e cabeça aberta para sempre rever as nossas decisões e avaliações. Futebol é maravilhoso por causa disso, a gente tem muita capacidade de enxergar todas as esferas para tomar a melhor decisão. Falei do Liliu antes da Copa Paraná e o quão grande era como ídolo, o quanto contribuiu desde que chegamos em janeiro”, disse o dirigente.

“Quando chegamos, já tinha a data do contrato dele estabelecida. O Mister [Tcheco] teve muita habilidade para saber quando colocá-lo. Todas as vezes que colocou, o Liliu contribuiu. Foi assim no jogo do acesso e também no dia a dia. Essas decisões estão sempre abertas e o futuro dirá o que vai acontecer. Vamos ter humildade e deixar que o campo nos diga o que vai acontecer no futuro”, ressaltou Possebon.

Tcheco também exaltou o atacante e lembrou que Liliu esteve presente nos principais momentos recentes do clube, tanto nos bons quanto nos ruins. Desde que chegou ao Paraná Clube, em 2023, o centroavante participou de dois acessos à elite do Campeonato Paranaense, mas também sofreu uma grave lesão e acompanhou de fora o rebaixamento no Estadual de 2025.

“É um jogador que nesta década esteve em todos os processos que o clube passou. Quando subiu ou quando saiu, o Liliu estava aqui. Lesionado, mas estava. Ele sente a dor que o torcedor sente porque se tornou paranista. No primeiro ano do acesso, fez os gols do acesso no Couto Pereira. Neste ano, não fez o gol, mas sofreu o pênalti do gol do acesso. Futebol é imprevisível, tem que manter os pés no chão. O futebol vai dizer, e a gente sabe que o Liliu não vai deixar de trabalhar”, afirmou o treinador paranista.

Siga o UmDois Esportes