A torcida do Paraná Clube se surpreendeu positivamente nesta semana com a volta do experiente meia Cristiano, de 39 anos, destaque na campanha do título da Segunda Divisão do Campeonato Paranaense de 2024. Os torcedores não foram os únicos a comemorar o retorno. Os filhos do jogador, Davi e Noah, ficaram felizes com a decisão do pai.

De acordo com Cristiano, Davi, o filho mais velho, sempre pedia para ele jogar novamente com a camisa paranista antes de encerrar a carreira. “O meu retorno tem um motivo especial que é a minha família. Meus filhos e minha esposa queriam que eu voltasse. Meu filho mais velho, desde 2024, quando a gente passava perto da Vila, me falava: ‘Papai, tem que jogar no Paraná antes de parar’. Tive muitas coisas acontecendo nos dois anos e, vou falar a verdade, não esperava voltar”, comentou.

“Quando contei para ele que voltaria, ver a alegria dele foi muito gratificante. Tenho esse motivo especial. Claro que quero jogar e estou feliz já em treinar. Fiz meus primeiros treinos com muita felicidade, mas ver o sorriso dele foi especial para mim”, ressaltou o meia.

Em sua primeira passagem pelo Tricolor, Cristiano participou de 11 partidas pelo Paraná Clube, com quatro gols marcados e uma assistência. O atleta teve papel importante na conquista do acesso e na campanha que terminou com o título da Segunda Divisão do Estadual.

Após sua passagem pelo Tricolor, o meia-atacante defendeu a Portuguesa-SP ainda em 2024. Na temporada seguinte, seguiu no clube paulista antes de também vestir a camisa do Londrina. Já em 2026, passou por Ponte Preta e Avaí antes de voltar ao Paraná Clube.

Paraná Clube tentou o retorno de Cristiano para a Segundona

Cristiano no Paraná Clube em 2024. Foto: Divulgação/Paraná

Cristiano teve uma proposta para voltar ao Paraná Clube durante a Segunda Divisão do Campeonato Paranaense, mas optou por jogar a Série B pelo Avaí. No final de fevereiro, o meia ativou a cláusula contratual que permitia a saída no término do Paulistão e rescindiu o contrato com a Ponte Preta, que já estava em crise financeira.

O jogador admitiu que foi para o Avaí por uma amizade com o então técnico Cauan de Almeida, com quem trabalhou na Portuguesa, e negou arrependimento de ter recusado a primeira investida do Tricolor. “Quando tive a proposta do Paraná, tive mais quatro propostas. Eu optei pelo Avaí mais pelo coração. O treinador já tinha trabalhado junto na Portuguesa. Era para ter ido para o Avaí já no Catarinense, mas não deu por um acerto que tinha com a Ponte. Eu fiquei balançado entre o Avaí e aqui”, comentou.

“Falei para o Tcheco [técnico] e para o Rodrigo [Possebon, executivo de futebol] que tive contato antes do Avaí. E se oficializasse com o Avaí, eu iria para lá pela identificação com o Cauan de Almeida. Não tive arrependimento e acompanhei. Estava torcendo pelos amigos aqui, mas depois de tudo que aconteceu, era melhor estar aqui. Hoje estou aqui e feliz”, complementou Cristiano.

Quando Cristiano vai reestrear pelo Paraná Clube?

Cristiano não entra em campo desde o dia 20 de maio, quando jogou por apenas sete minutos na classificação do Avaí para a semifinal da Copa Sul-Sudeste para o Volta Redonda. O meia estava oficialmente sem clube desde o meio de junho, ou seja, há três meses. Ele rescindiu o contrato com o Leão após somente três jogos e uma passagem marcada por problemas físicos.

“Estou um tempo parado. Meu último jogo foi na semifinal da Copa Sul-Sudeste contra o Volta Redonda. Tive uma lesão na posterior um dia depois. Mas estava jogando meu futebol na cidade e treinando. Eu nunca parei, meu percentual de gordura está legal. Preciso de uns dias para treinar, mesmo contato com bola. Estou tendo isso e treinando desde ontem. Vamos conversar com o Tcheco, mas não vamos dar muita pista para o Londrina”, declarou Cristiano.

O contrato de Cristiano com o Paraná Clube é inicialmente apenas para a Copa Paraná, mas o xodó da torcida não esconde a vontade de permanecer para o Campeonato Paranaense de 2027. “Seria muito legal e faria a alegria de muita gente. A pressão era grande para voltar na realidade. No meu condomínio, recebi inúmeras mensagens do pessoal que torce para os outros times da capital, mas tinham a camisa de 2024, quando iam me assistir. Alguns amigos me falaram que iam tirar o mofo da camisa e virar paranista novamente. Mas é um passo de cada vez, tentar colocar o Paraná em uma competição nacional. Meu objetivo é esse e falei para o Rodrigo. Vou tentar fazer o que posso e até o que não posso”, finalizou.

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