A FDA Sports está a um passo de ser a nova parceira do Paraná. Na noite da última terça-feira (1), o Conselho Deliberativo do Tricolor aprovou o nome da empresa para atuar como investidora do departamento de futebol paranista.

No entanto, o acordo, para ser assinado, ainda precisa de um aval da Justiça do Trabalho, conforme o UmDois destacou.

A empresa pernambucana é atual parceira do Nacional de Patos-PB. A união foi firmada no início desta temporada, após uma parceria frustrada com o Campinense, também da Paraíba, no ano passado.

Em janeiro, a FDA Sports chegou ao Nacional com a missão de reforçar o time, pagar a folha salarial dos atletas, comissão técnica e funcionários e com o objetivo de colocar a equipe na Série D do Campeonato Brasileiro.

Entretanto, o Nacional acabou ficando apenas na sétima colocação do Campeonato Paraibano e quase acabou rebaixado para a segunda divisão do Estadual.

Parceria com o Campinense terminou na Justiça

No segundo semestre do ano passado, o Campinense fechou acordo com a FDA Sports, que passou a gerir o departamento de futebol do clube. Na ocasião, o clube paraibano ainda lutava pelo título estadual. Mas, acabou ficando apenas com o vice-campeonato.

Pela Série D do Brasileiro, o time paraibano acabou sendo eliminado com uma rodada de antecedência do fim da primeira fase.

Após seis meses, a parceria entre FDA Sports e Campinense, inclusive, foi parar na Justiça, quando atletas começaram a acionar o clube paraibano por conta de salários e direitos de imagem não recebidos no período de contrato entre as partes.

Diante das demandas jurídicas por parte dos atletas, o Campinense acabou acionando a FDA Sports na Justiça, argumentando que o contrato firmado entre clube e empresa determinava que o pagamento de salários do elenco era de responsabilidade da empresa.

Uma ação protocolada pelo Campinense contra a FDA Sports, na 6ª Vara do Trabalho de Campina Grande-PB, argumenta que ficaria por parte da FDA o “pagamento de 100% da folha mensal de atletas, comissão técnica e funcionários”.

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A ação ainda dizia que, como a demanda do atleta em questão “visa pagamento de verbas rescisórias e reconhecimento de salário diverso daquele que foi ajustado entre o reclamante e o clube reclamado, se faz necessário o chamamento ao processo da empresa FDA Sports”.

Na referida ação trabalhista, um atleta argumenta que fechou contrato com o Campinense para receber R$ 1,3 mil em carteira e outros R$ 1,7 mil “por fora”, pagamento este que não teria sido efetuado. O valor da causa era de R$ 10,1 mil.

A reportagem buscou contato diversas vezes com o empresário Fagner Marcos da Silva, um dos sócios da empresa com sede em Caruaru, Pernambuco, mas não obteve retorno. A reportagem também ligou na sede da empresa, mas um funcionário afirmou que não poderia falar sobre o assunto.

Em entrevista ao Globo Esporte, na época em que a parceria foi desfeita, a empresa alegou que o clube não cumpriu com o acordo de um pagamento de empréstimo.

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