O Paraná terá um adversário regional na primeira fase da Copa do Brasil: o Cianorte. O confronto tem pontos positivos e negativos para o Tricolor. Se por um lado, a logística e a economia financeira podem ajudar. Por outro, o Leão do Vale tem um time entrosado e nunca caiu na primeira fase da Copa do Brasil nas quatro edições que disputou.

O Paraná contará com a logística a seu favor nesse primeiro confronto. Se a expectativa era enfrentar uma viagem longa, o clube pode comemorar os pouco mais de 520 km de Curitiba até a cidade do noroeste paranaense. O clube foi de ônibus para Cascavel para a estreia do Paranaense (acabou tendo um prejuízo de 17 mil após o adiamento da partida) e deve seguir com a mesma estratégia.

Além disso, a economia com viagem de avião e mais dias de hospedagem, por exemplo, também aliviarão a folha do Tricolor. Financeiramente, a classificação em cima do rival paranaense é essencial para o Paraná. A CBF ainda não divulgou a premiação em 2021.

Mas pelos valores do ano passado, o clube receberia R$ 540 mil pela primeira fase e a classificação renderia mais R$ 650 mil. Porém, é possível até que a quantia seja maior porque este ano teremos uma fase a menos. Quem avançar joga em casa com o vencedor de Ypiranga-AP x Santa Cruz, também em jogo único.

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"Já temos alguns dados e perspectiva de modelo de jogo. Então, vamos trabalhar forte. É uma competição muito importante para o Paraná. Temos que ter esse envolvimento para a nossa estreia no Paranaense e também para nos prepararmos bastante para este adversário, que vai ser muito difícil, na Copa do Brasil", projeta o técnico Maurílio.

Veja o histórico do Paraná contra o Cianorte

No histórico dos times desde 2005, foram seis jogos oficiais no Estádio Albino Turbay. O Tricolor não conseguiu nenhuma vitória, mas foram cinco empates, resultado que bastaria para time de Maurílio avançar na competição, segundo o regulamento desta fase.

Por outro lado, a dificuldade do Tricolor será em campo. O Cianorte, que vai para a sua quarta participação na Copa do Brasil, tem um espinha dorsal formada desde o Campeonato Paranaense de 2020. Bruno, Edú Doma, Montoya, Maurício, Gercimar, Morelli, Zé Vitor, Lukinhas e Buba são atletas que estão novamente sob o comando do técnico João Burse, também remanescente.

O Leão do Vale também já estreou na temporada e venceu o Athletico em casa, na primeira rodada, mostrando um futebol seguro. O Paranaense foi adiado com apenas dois jogos realizados após pedido do Ministério Público. Outro fator positivo para o clube da região noroeste é que ele nunca foi eliminado na primeira fase da Copa do Brasil. Em 2005 e 2013 chegou à segunda fase e em 2018 até a terceira.

"Todas as nossas atenções estarão voltadas para esse grande jogo. Sabemos o quão difícil vai ser jogar contra o Paraná, mas estaremos nos preparando e motivados para fazermos um grande jogo. É uma competição de extrema importância para o nosso clube, em termos de visibilidade e recursos financeiros", analisa o técnico João Burse.

O Paraná, por sua vez, passou por uma reformulação e ainda não estreou na temporada. A falta de ritmo e entrosamento podem dificultar tendo que enfrentar um jogo eliminatório logo de cara.

E, com indefinição do Campeonato Paranaense, ainda não há certeza se a estreia será antes ou apenas na Copa do Brasil. A CBF deve definir em breve as datas e horários. Por enquanto, as datas reservadas para a primeira fase são: 9, 10, 11, 16, 17 e 18 de março.

"Com o Paranaense paralisado será ruim para a gente, porque não está tendo jogo. Estamos só treinando. Não estamos tendo tempo de confrontos com adversários para que a gente possa melhorar dentro da competição. Mas vamos ter que superar tudo. Toda dificuldade que está sendo colocada no caminho do Paraná será superada", confia técnico Maurílio.

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