A delegação do Paraná na Olimpíada de Tóquio-2021 tem 12 atletas confirmados, um número inferior às edições mais recentes -- foram 33 na Rio-2016, 19 em Londres-2012 e 23 em Pequim-2008. Mesmo assim, os paranaenses têm chances de medalhas com Ágatha (vôlei de praia), Roberta e Natália (vôlei) e Bruno Fuchs (futebol).

Confira a lista completa dos atletas nascidos no Paraná. E, depois, os atletas radicados no estado que também estarão na Olimpíada de Tóquio-2021:

Ágatha - Vôlei de praia

O atual ciclo olímpico de Ágatha começou conturbado. Logo após a medalha de prata no Rio de Janeiro, em 2016, a então companheira Bárbara decidiu desfazer a dupla. Para seguir triunfando, engatou uma nova dupla ao lado da jovem Duda, de apenas 22 anos. E deu muito certo. Aos 38 anos, a paranaense de Paranaguá é favorita para melhorar o feito de 2016, agora com Duda. E as duas chegam com moral. Na última competição antes da Olimpíada, Ágatha e Duda venceram o Major de Gstaad, na Suíça. Elas entram em quadra pela primeira vez em Tóquio em 23 de julho, às 23h.

| Divulgação/FIVB

Alexsandro Melo - Atletismo (Salto em distância e salto triplo)

Natural de Londrina, Alexsandro por pouco não virou jogador de futsal. Mas acabou se encontrando mesmo no atletismo, nas provas de salto em distância e salto triplo. Apelidado de Bolt, ele participou dos Pans de Toronto-2015 e Lima-2019. E aos 25 anos, vai para a sua primeira Olimpíada. Alexsandro estreia em Tóquio em 1º de agosto, às 7h10, no salto em distância e inicia a participação no salto triplo em 2 de agosto, às 21h.

| Ricardo Bufolin/CBAt

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Bruno Fuchs - Futebol

Pontagrossense de 22 anos, o zagueiro Bruno Fuchs não joga desde 30 de agosto de 2020 por causa de lesões no quadríceps da perna direita. Mesmo assim, é homem de confiança do técnico André Jardine, e vai para Tóquio. Jogador do CSKA, da Rússia, começou a carreira no Internacional. Pela seleção, fez parte da campanha do título do Torneio de Toulon em 2019 e do Pré-Olímpico de 2020. Fuchs é o único paranaense do futebol nos Jogos de Tóquio. A seleção estreia em 22 de julho, às 5h30, contra a Alemanha.

| Marco Galvão/CBF

Haniel Langaro - Handebol

O handebol está no sangue de Haniel Langaro, natural de Umuarama. Filho de Alessandro Langaro, ex-jogador da seleção e técnico da modalidade, o ala Haniel vai para a sua segunda Olimpíada. Em 2016, no Rio de Janeiro, ajudou a levar o Brasil à 7ª colocação, o melhor resultado da seleção até hoje. E chega no melhor momento da carreira, como jogador do Barcelona, um dos times mais tradicionais da modalidade na Europa. O handebol brasileiro estreia contra a Noruega em 23 de julho, às 21h.

| Divulgação/CBHb

Larissa Araújo - Handebol

Medalha de ouro no Pan-2019, a curitibana de 29 anos Larissa Araújo vai disputar a primeira Olimpíada. Ela joga há quatro anos no Baia Mare, da Romênia, e já faz parte da seleção há mais de seis anos. No Brasil, jogou no Cianorte e no Concórdia. A seleção de handebol feminina estreia dia 24 de julho, às 23h, contra a Rússia.

| Wander Roberto/COB

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Natália - Vôlei

Experiência não falta para a ponteira Natália, de 31 anos, natural de Ponta Grossa. Campeã olímpica em Londres-2012 e com participação na Rio-2016, ela tem a confiança do técnico José Roberto Guimarães. Mesmo lesionada, ela levou Natália para a Liga das Nações, a última competição antes dos Jogos Olímpicos. E deu certo. Ela participou da etapa final e ajudou o Brasil a chegar à prata. A seleção feminina de vôlei estreia em 25 de julho contra a Coreia do Sul, às 9h45.

Olimpíada de Tóquio - Natália
Natália é uma das representantes do estado.| Divulgação/FIVB

Rafaela Zanellato - Rúgbi

Apesar de jovem, Rafaela Zanellato é uma das principais atletas do rúgbi brasileiro. Em 2019, foi eleita a melhor da modalidade no Prêmio Brasil Olímpico. Nascida em Curitiba e jogadora do Curitiba Rugby Clube, Rafaela tem 21 anos e foi campeão sul-americana e do Pré-Olímpico que deu vaga ao Brasil em Tóquio. O rúgbi brasileiro estreia em 25 de julho, às 21h30, contra o Canadá.

| Divulgação/CBRu

Roberta - Vôlei

Demorou um pouco, mas a curitibana Roberta, de 31 anos, vai para a primeira Olimpíada. A levantadora passou pelas escolinhas do Rexona, do Santa Mônica, Paraná Clube/Expoente e Colégio Positivo, antes de se profissionalizar e defender clubes importantes do vôlei brasileiro, incluindo o Rio de Janeiro, onde ficou cinco anos sob o comando de Bernardinho. Com algumas participações na seleção, chega a Tóquio no melhor momento da carreira, como reserva imediata de Dani Lins. A seleção feminina de vôlei estreia em 25 de julho contra a Coreia do Sul, às 9h45.

| Divulgação/FIVB

Tábata Vitorino - Atletismo (4x400m misto)

Em 2016, no Rio de Janeiro, uma lesão no tornozelo deixou Tábata Vitorino de fora da prova dos 4x400m feminino. Um ciclo depois, a atleta de Maringá, de 25 anos, vai novamente para a Olimpíada, e espera dessa vez ir para a pista de fato. Em Tóquio, ela vai participar do 4x400m misto, junto com Tiffani Beatriz, Geisa Coutinho, Lucas Carvalho, Anderson Henriques e Pedro Baurmann. A equipe vai para a pista em 30 de julho, às 8h.

| Aldemir de Moraes/Prefeitura de Maringá

Tatiane Raquel da Silva - Atletismo (3.000m com obstáculos)

Octacampeã brasileira e bicampeã sul-americana dos 3.000m com obstáculos, Tatiane Raquel vai para a sua primeira Olimpíada aos 31 anos, exatamente no melhor momento da carreira. A londrinense ocupa atualmente a 21ª colocação no ranking mundial de pontos. Na última competição antes dos Jogos de Tóquio, foi terceira colocada no Meeting Internacional de Madrid, em junho. A eliminatória de Tatiane é em 31 de julho, às 21h40.

| Divulgação/CBAt

Thiago Ponciano - Handebol

Aos 27 anos, Thiago Ponciano vai para a primeira Olimpíada da carreira. Defendendo o handebol brasileiro, ele participou do Mundial de 2017, e agora segue para Tóquio. Natural de Foz do Iguaçu, começou na modalidade no Projeto Handebol Social de Campo Mourão. Há sete anos ele joga pelo Ciudad Encantada, da Espanha. O handebol brasileiro estreia contra a Noruega em 23 de julho, às 21h.

| Reprodução/Instagram

Vagner Souta - Canoagem de velocidade

Natural de Cascavel, Vagner Souta foi prata (K4 1000m) e bronze (K2 1000m) no Pan de Toronto-2015 e bronze (K1 1000m) em Lima-2019. No Rio de Janeiro, em 2016, disputou o K4 1000m ao lado de Roberto Maehler, Celso Oliveira e Gilvan Ribeiro, e ficou em 13º. No Mundial de 2019 foi o melhor atleta das Américas. Souta vai para a água em 1º de agosto às 22h.

| Divulgação/CBCa

Radicados ou com histórico importante no Paraná na Olimpíada de Tóquio-2021:

Alguns atletas podem não ter nascido no Paraná, mas começaram e cresceram como esportistas no estado. É uma ligação forte que vão levar para Tóquio:

Abner Vinícius - Futebol
O lateral-esquerdo do Athletico, de 21 anos, nasceu em Presidente Prudente-SP e começou a carreira na Ponte Preta. Mas foi a partir de 2019, quando foi contratado pelo Furacão que despontou de vez para o futebol. Ele faz parte da seleção olímpica desde 2019.

Ana Sátila - Canoagem slalom
A canoísta Ana Sátila nasceu em Minas Gerais, mas cresceu como atleta no Canal da Piracema, dentro de Itaipu. Foi a partir de lá que ela participou dos Jogos de Londres-2012 e Rio-2016. Agora vai para sua terceira olimpíada, apoiada pelo programa Geração Olímpica do governo do Paraná.

Bruno Guimarães - Futebol
O carioca Bruno Guimarães joga no Olympique de Lyon, da França, desde 2020, mas foi no Athletico onde ganhou projeção no futebol. Ele chegou ao Furacão em 2017 e participou das campanhas vitoriosas da Copa Sul-Americana em 2018 e da Copa do Brasil em 2019. Ele esteve no Pré-Olímpico de 2020 e é homem de confiança do técnico André Jardine no meio de campo.

Lucas Carvalho - Atletismo (400m)
Nascido em Santo André, em São Paulo, Lucas Carvalho foi reserva da equipe do 4x400m na Rio-2016. Mas agora, em Tóquio, vai correr solo nos 400m. Ele é atualmente atleta da Fundação de Esportes de Campo Mourão (Fecam) e apoiado pelo governo do Paraná.

Nicole Pircio - Ginástica rítmica
Dona de 3 medalhas no Pan-2019 em Lima, Nicole Pírcio é piracicabana, mas está no Paraná desde 2016, quando passou a treinar na Unopar a convite da técnica Virgínia Nobre. Com apenas 18 anos, vai para Tóquio para competir ao lado de Beatriz Linhares, Deborah Medrado, Geovanna Santos e Maria Eduarda Arakaki.

Santos - Futebol
O goleiro do Athletico foi chamado junto com Daniel Alves para as vagas de jogadores acima de 24 anos. E tem tudo para ser o titular na Olimpíada. Ele está no Furacão desde 2008, ainda nas categorias de base, e se tornou titular absoluto do time em 2018. Tem no currículo os títulos da Sul-Americana de 2018 e Copa do Brasil de 2019.

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