Tom Brady conseguiu mais uma vez. Após sair do New England Patriots, franquia pela qual jogou por 20 anos, e ir para o Tampa Bay Buccaneers, o quarterback de 43 anos chegou ao sétimo título no Super Bowl LV, com uma acachapante vitória sobre o Kansas City Chiefs, da estrela em ascensão Patrick Mahomes, considerado o futuro da NFL. Brady lançou para quatro touchdowns e guiou a equipe na vitória por 31 a 9.

Os dois primeiros quartos foram inteiros do Tampa Bay Buccaneers Enquanto Mahomes era anulado pela defesa da franquia da Flórida e o Kansas City Chiefs apenas conseguia marcar em dois field goals, Brady lançou para três touchdowns, sendo dois anotados por Rob Gronkowski e o último por Antonio Brown, já nos minutos finais do segundo quarto. O primeiro tempo terminou com o placar de 21 a 6.

No terceiro quarto, a situação foi parecida. O Tampa Bay Buccaneers anotou um touchdown nos primeiros minutos com Leonardo Fournette. Cada equipe ainda anotou um field goal nesta etapa, levando o placar para 31 a 9 em favor do time de Tom Brady.

No quarto derradeiro, Mahomes finalmente pareceu acordar e conseguiu um lindo passe enquanto era derrubado para Damien Williams - ainda assim, não foi touchdown, já que o running-back não conseguiu segurar a bola para anotar a pontuação. A posse de bola ficou com o Chiefs por boa parte da última etapa, mas a defesa do Buccaneers seguiu levando a melhor sobre o astro de 25 anos, chegando a interceptá-lo. O placar não se mexeu.

Com a vitória, o Tampa Bay Buccaneers chega ao seu segundo título, após ter vencido pela primeira vez em 2003. Brady vence o título aos 43 anos de idade e se torna o primeiro jogador a triunfar sete vezes (o segundo colocado, Charles Haley, tem cinco). O quarterback é amplamente considerado como o maior da história do futebol americano, o que se reafirma com mais uma conquista.

Com direito a música cantada no gramado, The Weeknd faz grande show no Super Bowl

Foi diferente dos anos anteriores, mas ainda foi animado: o cantor The Weeknd fez um grande show no intervalo do Super Bowl LV, na noite deste domingo. Por causa das restrições necessárias para evitar a transmissão do coronavírus, o Raymond James Stadium, em Tampa, na Flórida, não pode receber o público total e, quem estava presente, não pode ficar próximo ao cenário, montado nas arquibancadas. Mas ainda houve uma novidade: o artista canadense não utilizou uma estrutura definida como palco e desceu ao gramado para a última música.

Ao longo de 13 minutos, The Weeknd cantou parte de seus grandes sucessos, como 'Starboy' e 'The Hills'. A apresentação também contou com shows de luzes e fogos de artifício, e a presença de um coral atrás em uma espécie de bancada na primeira parte. Depois, o cantor entrou pelos corredores de uma labirinto com luzes douradas para cantar 'Can't Feel My Face', antes de sair de volta ao palco para as interpretações de 'I Feel It Coming' e 'Save Your Tears'.

Em seguida, 'Earned It' foi cantada e, por fim, com a presença do cantor e de dançarinos (estes segurando instrumentos de luz) no gramado, chegou a vez de 'Blinding Lights'. Não é comum que a atração principal vá diretamente ao campo do jogo.

E não foi para menos: The Weeknd gastou mais de US$ 7 milhões (cerca de R$ 38 milhões) do próprio bolso para garantir que o show aconteceria exatamente da forma que ele desejava. O cantor afirmava que sempre foi um sonho se apresentar no intervalo de um dos eventos esportivos mais assistidos no mundo e, segundo Amir 'Cash' Esmailia, empresário do artista, isso aconteceu ainda antes do esperado.

E, como sempre, não demorou para que outras estrelas reaparecessem: o jogo entre Tampa Bay Buccaneers e Kansas City Chiefs foi retomado apenas poucos minutos após o espetáculo.

Juíza Sarah Thomas se torna a primeira mulher a entrar em campo em um Super Bowl

A árbitra Sarah Thomas entrou para a história do futebol americano ao se tornar a primeira mulher a atuar no Super Bowl. Aos 47 anos, ela integra equipe de arbitragem do grande evento que reuniu os dois melhores times dos Estados Unidos, o Tampa Bay Buccaneers, de Tom Brady, e o Kansas City Chiefs, do Patrick Mahomes.

Sarah faz parte do time de oito oficiais do gramado do Raymond James Stadium, em Tampa, na Flórida. Sua disposição de quebrar barreiras não vem deste Super Bowl. Muito antes, em 2015, a profissional fazia seu primeiro contrato com a NFL. Naquela época, também era a primeira mulher a entrar para a arbitragem do futebol americano. Começaria como juíza de linha.

Com o tempo e mais experiência, Sarah foi mudando de posicionamento. Em 2017, ela deixou de olhar para a linha e passou a se dedicar ao down, na linha de scrimmage, com a responsabilidade de apontar as faltas nas linhas ofensivas e defensivas. Sua história a levou para a grande decisão, o maior momento da NFL, mesmo numa temporada atrapalhada pela pandemia do coronavírus.

Depois das partidas regulares do calendário, Sarah Thomas passou a ser requisitada para apitar jogos dos playoffs, mais uma vez como a primeira mulher nessa condição. Isso ocorreu em 2019. E foi na partida entre New England Patriots, até então de Tom Brady, contra o Los Angeles Charges. Sua participação no Super Bowl 55 coroa sua carreira e, mais do que isso, abre caminho para novas árbitras na modalidade esportiva mais importante dos EUA.

Confira todos os árbitros do Super Bowl:

Carl Cheffers - Referee

Fred Bryan - Umpire

Sarah Thomas - Down Judge

Rusty Baynes - Line Judge

James Coleman - Field Judge

Eugene Hall - Side Judge

Dino Paganelli - Back Judge

Mike Wimmer - Replay Official

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