Stephen Lloyd, advogado do Ministério de Imigração da Austrália, informou na noite desta sexta-feira (horário local, manhã de sexta no Brasil), que, após uma audiência em um tribunal em Melbourne, que o tenista sérvio Novak Djokovic "não será detido nesta noite", nem tampouco deportado, já que é preciso esperar a entrevista que o tenista fará com autoridades da imigração neste sábado.

Atual número 1 do mundo, Djokovic não precisou voltar para o hotel em Melbourne onde ficou confinado após sua chegada no país, na semana passada.

O governo australiano cancelou o visto de Djokovic pela segunda vez nesta sexta-feira, alegando que o tenista, não vacinado para a Covid-19, representa um risco para a comunidade. Desta forma, o atual número 1 do ranking da ATP pode ficar fora da disputa do Aberto da Austrália, o primeiro Grand Slam do ano, em Melbourne, que começará na próxima segunda.

O ministro da Imigração, Alex Hawke, usou poderes discricionários para cancelar novamente o visto de Djokovic, de 34 anos, depois que o Tribunal Federal da Austrália anulou uma revogação anterior e o liberou da detenção de imigração na última segunda-feira.

"Hoje (sexta-feira) eu exerci meu poder sob a seção 133C(3) da Lei de Migração para cancelar o visto detido por Novak Djokovic por motivos de saúde e boa ordem, com base no interesse público", disse Alex Hawke em um comunicado oficial. "Esta decisão seguiu ordens do Tribunal Federal em 10 de janeiro de 2022, anulando uma decisão de cancelamento anterior por motivos de equidade processual", prosseguiu.

"Ao tomar esta decisão, considerei cuidadosamente as informações fornecidas a mim pelo Departamento de Assuntos Internos, pela Força de Fronteira Australiana e pelo Sr. Djokovic. O governo de (Scott) Morrison está firmemente comprometido em proteger as fronteiras da Austrália, particularmente em relação à pandemia de Covid-19", completou Alex Hawke.

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