O Galático Game, marcado pela presença de Ronaldinho Gaúcho e realizado na Arena da Baixada, tem chances de se tornar um evento anual em Curitiba.

A informação foi dada pelo empresário Rekoba Kobayashi, organizador do evento, em entrevista coletiva antes do jogo entre os amigos do astro contra o time formado de estrelas paranaenses, que reuniu ex-jogadores consagrados no Athletico, Coritiba e Paraná Clube.

De acordo com Kobayashi, a possibilidade foi levantada nos encontros com o prefeito Eduardo Pimentel, que acompanhou de perto o desenvolvimento do trabalho e também na divulgação do evento realizado na Arena da Baixada. O sucesso pré-evento foi notório, já que os ingressos foram esgotados dois dias antes do dia do jogo.

“De fato, é algo gratificante e que me brilha os olhos. Com esse resultado, a gente está tendo várias abordagens, principalmente do próprio prefeito e governador para que a gente consiga deixar no calendário da cidade. Isso é bom não só para nós produtores, até mesmo para vocês, moradores locais, que, além de ter um grande evento, também é importante para fomentar a economia local”, apontou Rekoba.

“A gente fez um cálculo que está de R$ 42 milhões a R$ 45 milhões girando na economia, incluindo transporte, turismo, rede de hotelaria… Isso é muito importante, impactante em todos os fatores, além do cunho social, que é o nosso principal intuito”, completou o empresário.

Não é exagero afirmar que esse foi o principal evento esportivo realizado na capital paranaense, com exceção de jogos e competições oficiais, como por exemplo a Liga Mundial de Vôlei Masculino, em 2017, ou o UFC, em 2016. Em 2024, por exemplo, um jogo promovido pelo Hospital Pequeno Príncipe com a participação do Barça Legends teve um público de 27.807 pessoas.

Com maior divulgação, o Galático Game teve mais de 30 empresas parceiras e contou com partidas preliminares antes do jogo principal. No início da tarde, o gramado da Arena foi dividido em mini-campos para a prática de crianças. Com essa intenção de atrair o público mais jovem, o evento passa a ter apoio de grupos políticos e empresariais.

“Veio aos poucos, conversas com grandes empresários e autoridades da região. Eles viram o tamanho e a magnitude que se tornou, de como foi bom para a cidade. É uma ideia que a gente está construindo e formatando. Tem que ver a melhor forma de formalizar essa situação”, finalizou Kobayashi.

Ronaldinho e empresário Rekoba na entrevista coletiva. (Foto:(Divulgação/Galáticos Game)

Comentários criticam organização; público foi embora com Ronaldinho Gaúcho

No Instagram, diversos comentários na conta oficial da Galáticos Game criticaram a organização do evento e se mostraram decepcionados. A principal frustração foi a saída precoce de Ronaldinho Gaúcho do jogo, já que foi substituído com 15 minutos da etapa final e foi direto ao vestiário.

“A atração do evento saiu nos 15’ no segundo tempo, depois disso o evento perdeu o sentido!”, comentou uma das torcedoras nas arquibancadas.

“Desorganizado, pessoas guardando um monte de lugares! Ronaldinho é fantástico, mas sair antes do final foi desrespeitoso com as pessoas que ficaram na fila por horas mesmo com os posts dizendo que abririam os portões às 16h! Infelizmente não valeu a pena! Muita promessa e pouquíssima entrega”, criticou outra.

“Foi absurdo! Experiência única poder ter visto ele de tão perto. Parabéns a toda a equipe do evento”, disse outro torcedor, em defesa do Galáticos Game. “Jogo bem bacana, estava lotado, meio óbvio…mas isso todos esperávamos! Foi uma volta ao tempo ver o Ronaldinho e os outros craques em campo juntos”, celebrou outro.

Fato é que Ronaldinho era o dono da festa. O astro fez ações de marketing para se aproximar do público no intervalo. Distribuiu bolas, arremessou as próprias chuteiras e até mesmo entregou uma camisa.

Com alguns passes de efeito, usando o calcanhar e letra, Ronaldinho teve um domínio para exibir qualidade e ainda carimbou uma cobrança de falta na barreira. O gênio, aos 46 anos, mostrou apenas um pequeno pedaço do que foi seu repertório. Com poucas participações, o camisa 10 foi também vítima do jogo ruim que as duas equipes fizeram. No primeiro tempo, por exemplo, não teve nem sequer um escanteio para aproximar mais o craque das arquibancadas.

Por isso, a depceção se justifica e ficou comprovada para quem estava no estádio. Mesmo ovacionado por mais de 38 mil pessoas, parte do público simplesmente deixou as cadeiras da Arena da Baixada muito antes do fim do evento.

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